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Atualizado às: 05 de março, 2007 - 12h48 GMT (09h48 Brasília)
 
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'Japão não pedirá desculpas por bordéis da Segunda Guerra'
 
O premiê japonês Shinzo Abe
O comentário de Abe foi uma resposta a audiências nos EUA
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta segunda-feira que o Japão não vai fazer outro pedido de desculpas por seus bordéis militares em operação durante a Segunda Guerra Mundial.

Abe afirmou que nenhum dos testemunhos em audiências recentes no Congresso americano mostrou provas mais concretas de que prostitutas sofreram abusos nestes bordéis.

Aprimorando os comentários feitos na semana passada, o premiê disse que não irá além do pedido de desculpas feito 1993, mesmo se o governo americano pedir.

Muitos historiadores afirmam que o Japão forçou cerca de 200 mil mulheres, em sua maioria chinesas e coreanas, a se transformarem em escravas sexuais.

Coerção

Alguns acadêmicos japoneses negam que a força tenha sido usada para reunir as mulheres, culpando aliciadores particulares pelos abusos.

Na quinta-feira, Abe se colocou ao lado destes críticos, afirmando que "não existem provas de que houve coerção".

O ministro do Exterior da Coréia do Sul, Song Min-soon, disse que as afirmações de Abe "não ajudam" e a verdade precisa ser dita.

Nesta segunda-feira Abe comentou a questão novamente, afirmando que não há provas de coerção no sentido mais exato, mas que podem existir algumas provas de que aliciadores independentes conseguiam mulheres à força.

"Não foi como se a polícia militar invadisse as casas das pessoas e as levassem como seqüestradores", disse o premiê.

Audiências

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos está analisando uma resolução não obrigatória que pede que o governo do Japão "reconheça formalmente as chamadas "mulheres de consolação" e que peça desculpas e aceite responsabilidade histórica por elas.

O rascunho do texto da resolução foi debatido na semana passada e três ex-"mulheres de consolação" deram depoimentos, descrevendo estupros e tortura a que foram submetidas nas mãos de soldados japoneses.

"Tenho que dizer que, mesmo se a resolução seja aprovada, isto não significa que vamos pedir desculpas. Não há testemunho baseado em provas", disse Abe nesta segunda-feira.

O premiê afirma que apenas vai manter o pedido de desculpas do governo japonês, feito em 1993, que reconheceu que os militares estabeleceram e mantiveram bordéis para seus soldados durante a guerra.

Muitas mulheres que teriam ficado nestes bordéis ainda estão tentando conseguir uma indenização do governo japonês.

O governo do Japão estabeleceu um fundo de indenizações em 1995, mas este fundo conta com doações particulares e não com dinheiro do governo.

A questão das "mulheres de consolação" pode abalar a recente reaproximação entre o Japão e seus vizinhos asiáticos, China e Coréia do Sul.

 
 
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