BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 02 de maio, 2007 - 19h58 GMT (16h58 Brasília)
 
Envie por e-mail Versão para impressão
Primeiro-ministro turco critica decisão de tribunal
 
Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia
Premiê pediu mudança na Constituição para eleições diretas
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira que a decisão do Tribunal Constitucional de anular a eleição do novo presidente pelo Parlamento foi como "atirar contra a democracia".

Na terça-feira, o tribunal aceitou o argumento da oposição de que não havia quorum para a votação e que seria necessária a presença de dois terços dos parlamentares no pleito para que o resultado fosse validado.

O candidato único, o atual ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, que tem o apoio do governo, havia sido eleito pelo Parlamento na última sexta-feira.

Partidos de oposição boicotaram a votação para evitar que Gul ocupasse a Presidência. A oposição acusa o candidato de ter uma pauta agenda secreta, muçulmana, e afirma que, se chegar à Presidência, Gul será uma ameaça à tradição secular da Turquia. O ministro nega a acusação.

O partido AK, de Erdogan e Gul, pediu que o Parlamento convoque eleições gerais antecipadas para tentar resolver o impasse. O comitê constitucional do Parlamento propôs nesta quarta que as eleições sejam realizadas em 22 julho.

"Impossível"

Ao comentar a decisão do Tribunal Constitucional, Erdogan afirmou que, na prática, a medida torna impossível a eleição de um novo presidente pelo Parlamento.

"A eleição de um presidente no Parlamento foi bloqueada... Este foi um tiro disparado contra a democracia", disse.

No entanto, o partido AK, que tem suas raízes no Islã político, ainda planeja ir em frente com a votação parlamentar.

Salih Kapusuz, importante membro do partido governista, disse que uma votação vai ocorrer no domingo e mais votações devem ocorrer nos dias 9, 12 e 15 de maio, se forem necessárias.

Segundo correspondentes, o candidato do AK provavelmente não deve ganhar votos suficientes.

Reformas

A decisão de realizar uma eleição antecipada deve ser debatida pelo Parlamento e sancionada como lei.

Erdogan afirma que gostaria que o presidente fosse eleito pelo povo, e não pelo Parlamento.

A sugestão de Erdogan coincide com o surgimento de uma série de propostas de reformas eleitorais na Turquia, após a decisão do Tribunal Constitucional.

O primeiro-ministro disse ainda que gostaria que o presidente ficasse no cargo por até dois mandatos de cinco anos, ao invés de um único mandato de sete anos. E sugeriu, para o Parlamento, mandatos de quatro anos, ao invés de cinco.

Mas Erdogan também pediu por união em meio a profundas divisões a respeito da Presidência. Centenas de milhares de pessoas participaram no fim de semana, em Istambul, de uma manifestação de apoio ao secularismo na Turquia.

"Interpretar a Turquia como se estivesse dividida em dois campos é um crime. Mesmo se nossas visões e estilos de vida são diferentes, somos uma nação e uma Turquia", disse o primeiro-ministro.

 
 
Manifestação na TurquiaEntenda
Turquia atravessa momento de crise política.
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade