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Atualizado às: 09 de novembro, 2007 - 03h45 GMT (01h45 Brasília)
 
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Chávez se reúne com representantes das Farc
 
Chávez recebeu representantes das Farc em Caracas
Chávez recebeu representantes das Farc em Caracas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu nesta quinta-feira representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

Depois da reunião, um representante do grupo guerrilheiro, Ivan Marquez, disse que um encontro entre Chávez e o principal líder das Farc, Manuel Marulanda, em território colombiano, poderia abrir caminho para uma troca de reféns por prisioneiros.

Chávez assumiu o papel de mediador entre o governo colombiano e as Farc há cerca de dois meses, a fim de facilitar as negociações para a troca de 60 reféns mantidos pelo grupo por 500 guerrilheiros presos.

O presidente venezuelano disse ter pedido que as Farc lhe dêem provas de que os reféns estão vivos. Entre os seqüestrados, estão a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três cidadãos norte-americanos.

Chávez disse que espera se reunir com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, durante a 27ª Cúpula Iberoamericana, em Santiago, no Chile, para onde viajou nesta quinta-feira.

Protestos

O presidente deixa a Venezuela em meio a uma onda de protestos por causa da sua proposta de reforma constitucional na Venezuela, alguns dos quais já acabaram em violência.

Na quarta-feira, pelo menos oito pessoas ficaram feridas, duas delas baleadas, em um incidente ocorrido no campus da Universidade Central da Venezuela, em Caracas.

Segundo relatos de testemunhas, homens encapuzados abriram fogo contra estudantes que voltavam de um protesto pacífico que reuniu milhares de pessoas no centro da cidade contra a reforma proposta por Chávez.

Na semana passada, estudantes e policiais entraram em choque duas vezes em manifestações contra as mudanças constitucionais.

A reforma constitucional, que deverá ser submetida a referendo popular no próximo dia 2 de dezembro, foi aprovada pela Assembléia Nacional da Venezuela na semana passada.

Entre as mudanças mais polêmicas está o fim do limite no número de vezes que o presidente pode ser reeleito. A Constituição vigente prevê apenas uma reeleição direta, com um período de seis anos para cada mandato.

Outros artigos propõem a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias, o fim da autonomia do Banco Central, a inclusão do "poder popular" na escala dos poderes nacional, estatal e local e a proibição do latifúndio.

O polêmico artigo 337 limita o acesso à informação em caso de estado de exceção.

A oposição critica o projeto de reforma da Constituição por "concentrar poderes" e "atentar contra o princípio de alternabilidade na Presidência".

Os que apóiam o presidente, no entanto, afirmam que as mudanças vão aprofundar a democracia no país e estabelecer as bases para a formação de um Estado socialista venezuelano.

 
 
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