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Atualizado às: 13 de novembro, 2007 - 16h18 GMT (14h18 Brasília)
 
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Bhutto descarta aliança e pede renúncia de Musharraf
 
Benazir Bhutto em Lahore
Governo decretou prisão domiciliar de Benazir Bhutto por sete dias
A ex-primeira-ministra e líder da oposição paquistanesa Benazir Bhutto pediu nesta terça-feira a renúncia do presidente Pervez Musharraf.

Esta é a primeira vez que Bhutto pede a saída de Musharraf. Segundo a correspondente da BBC no Paquistão, Barbara Plett, até agora a ex-primeira-ministra vinha tentando negociar um acordo de poder compartilhado com Musharraf.

Mas Bhutto disse que agora, "sob circunstância alguma", aceitaria ser primeira-ministra enquanto Musharraf for presidente.

Em entrevistas à BBC, Bhutto disse que o povo paquistanês perdeu a confiança na capacidade do presidente de levar o país à democracia.

"Está na hora de ele sair", afirmou. "Ele é incapaz de dar à nação uma eleição justa. Ele está inclinado a manter e sustentar uma ditadura."

Eleições

Benazir Bhutto também renovou apelos por eleições livres e pelo fim do estado de emergência decretado em 3 de novembro pelo presidente.

O apelo foi feito depois que a polícia montou uma enorme operação de segurança para tentar impedir uma passeata em Lahore, onde ela está em prisão domiciliar.

Os policiais colocaram carros, cercas de arame farpado e grades em volta da casa onde Bhutto está hospedada. Milhares de homens também foram posicionados pela cidade.

Centenas de ativistas foram presos na operação de reforço em torno da casa.

Passeata

A primeira-ministra afirmou também que quer que a passeata programada para sair de Lahore e seguir até Islamabad seja realizada.

Mas autoridades como o ministro das Ferrovias, o xeque Rashid, defenderam as ações do governo para impedir a marcha, dizendo que ela seria perigosa.

Em outubro, mais de 140 pessoas foram mortas em um atentado suicida durante uma manifestação de recepção a Bhutto.

O governo paquistanês disse que as eleições vão transcorrer como programadas, em janeiro, mas analistas dizem que, diante da atual crise no país, a votação não será livre nem justa.

O presidente Musharraf foi alvo de fortes críticas da comunidade internacional depois de ter imposto estado de emergência, atribuindo sua decisão à militância crescente e à "interferência" do Judiciário no governo.

Na segunda-feira, os 53 membros da Comunidade Britânica deram ao Paquistão dez dias para acabar com o estado de emergência, sob pena de ser suspenso do grupo. Mas, segundo o analista da BBC Jonathan Marcus, Musharraf não deu sinais de recuo.

 
 
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