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Atualizado às: 25 de maio, 2008 - 19h35 GMT (16h35 Brasília)
 
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Novo presidente do Líbano pede diálogo e reconciliação
 
General Michel Suleiman
Suleiman foi escolhido através de acordo entre o governo e Hezbollah
O Parlamento do Líbano elegeu o comandante do Exército, Michel Suleiman, para a Presidência do país neste domingo.

O Líbano estava sem presidente desde novembro, por causa de um impasse entre a situação, que apóia os governos ocidentais, e a oposição, liderada pelo grupo xiita Hezbollah – que tem o apoio da Síria.

Ao assumir, o novo presidente fez apelos pelo "recomeço de um país que acorda da auto-destruição" e por uma "nova fase de reconciliação", além de pedir "diálogo tranqüilo" nas questões mais polêmicas.

"Vamos nos unir e trabalhar por uma reconciliação sólida. Pagamos caro por nossa unidade nacional. Vamos preserva-la de mãos dadas", disse o novo presidente libanês.

No entanto, analistas dizem que Suleiman já assume enfraquecido por concessões feitas ao Hezbollah.

Entre as medidas anunciadas pelo recém-eleito general Suleiman está também o reatamento das relações diplomáticas com a Síria, que apóia o Hezbollah.

Longo impasse

Até este domingo, o governo fracassara em 19 tentativas de eleger um novo presidente.

Os temores sobre uma guerra civil por causa do impasse que já durava 18 meses levaram a um acordo entre o governo e a oposição na quarta-feira, em Doha, no Catar.

As ruas da capital libanesa foram decoradas com bandeiras e pôsteres de Suleiman, e a população se prepara para dar as boas-vindas ao novo presidente.

Segundo o correspondente da BBC na cidade, Jim Muir, o acordo transformou o clima de tensão que estava presente nas ruas do Líbano em um ambiente mais relaxado.

A recente crise no Líbano começou com duas medidas do governo que previam uma investigação da rede de telecomunicações do Hezbollah e a exoneração do chefe de segurança do aeroporto de Beirute, sob alegações de que ele seria simpatizante do grupo xiita.

Protestos

As medidas provocaram a ira do Hezbollah, que respondeu com protestos por Beirute e outras cidades que logo descambaram para a violência, com confrontos entre milícias pró e anti-governo.

O grupo xiita e seus aliados acabaram derrotando as forças governistas e ocuparam todo oeste de Beirute por dois dias, antes de sair a pedido do Exército.

Combates pesados entre as duas facções na capital Beirute, em Trípoli, no norte, nas montanhas e em outras cidades do leste do país levaram vários estrangeiros e libaneses a abandonarem o país.

A onda de violência, que durou seis dias, deixou ao menos 65 mortos e 200 feridos, na pior crise interna do Líbano desde o fim da última guerra civil, em 1990.

O Exército libanês foi obrigado a posicionar tropas e blindados em diversas regiões do Líbano para tentar garantir a segurança da população civil.

Na quarta-feira, o governo do Líbano voltou atrás e revogou oficialmente as duas medidas contrárias ao Hezbollah para abrir o caminho para negociações.

Os recentes conflitos nas ruas foram a pior crise no Líbano desde o fim de sua sangrenta guerra civil (1975-1990).

 
 
Pôster do general Suleiman Líbano
Para analistas, acordo não é solução de longo prazo.
 
 
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