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Atualizado às: 28 de julho, 2004 - 00h06 GMT (21h06 Brasília)
 
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Lula evoca laços com África para fazer negócios no Gabão
 

 
 
O presidente Luis Inácio Lula da Silva cumprimenta o presidente do Gabão, Omar Bongo, após receber a Grã Cruz da Estrela Equatorial (Foto Wilson Dias/ABr)
O presidente Lula recebeu uma condecoração do presidente Omar Bongo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evocou nesta terça-feira na capital gabonesa, Libreville, os laços históricos e culturais entre Brasil e Gabão e a cooperação sul-sul para tentar “vender” produtos e serviços brasileiro para o país, um dos mais ricos da África.

País com 1,3 milhão de habitantes na costa oeste da África, o Gabão tem uma renda per capita de US$ 5,5 mil no conceito de paridade de pode de compra (enquanto o do Brasil é de US$ 7,6 mil) e riqueza de produtos naturais, como petróleo, manganês, minério de ferro e bauxita.

“São muitos os campos em que podemos estabelecer parcerias, no melhor espírito da cooperação sul-sul”, afirmou o presidente num jantar oferecido pelo presidente do Gabão, Omar Bongo.

“A experiência brasileira em mineração, construção de estradas em meio tropical e geração de energia elétrica pode ser útil para o Gabão”, afirmou Lula.

Vale do Rio Doce

Lula defendeu o aprofundamento das relações com a África como uma necessidade estratégica, “além de um dever moral”.

 A ordem econômica mundial apresenta dificuldades e desafios que só poderão ser superados por meio da aproximação solidária dos países em desenvolvimento.
 
Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente também comentou a presença no país da Companhia Vale do Rio Doce, que está investindo num grande projeto de extração e exportação de manganês. Quando estiver pronto, em três anos, o projeto vai dobrar de três milhões de toneladas por mês a produção do país e torná-lo o maior exportador de manganês do mundo.

“Vejo com agrado a presença da Companhia Vale do Rio Doce na exploração de manganês em seu país”, disse Lula ao presidente gabonês. “Estou seguro de que essa empresa tem condições de levar a cabe a tarefa que lhe foi confiada.”

Um grupo de 15 empresários acompanha o presidente, para verificar a possibilidade de negócios no país.

Bantus

Lula destacou a contribuição bantu (da etnia a que pertenciam os escravos que foram levados para o Brasil) na cultura brasileira. Segundo ele, cerca de 700 mil bantus chegaram às terras brasileiras entre 1680 e 1830.

“O maculetê, a capoeira, o próprio samba brasileiro nasceram nesta região”, disse. Lula lembrou, tanto no discurso no jantar quanto na chegada, que quando criança, assistia em Pernambuco ao maracatu, dança levada pelo povo bantu.

O presidente também foi condecorado com a Grã Cruz da Estrela Equatorial.

Lula já havia destacado as relações com o Brasil ao chegar a Libreville, quando lembrou que a cidade foi fundada por escravos resgatados de um navio negreiro e que milhares deles foram levados a partir do que hoje é o Gabão para o Brasil.

Nesta quarta-feira, Lula se encontra novamente com o presidente Omar Bongo. Eles assinam acordos para cooperação técnica para prevenção e tratamento da malária e para aperfeiçoar a produção da mandioca no país.

Lula vai doar medicamentos para tratamento de Aids para o Gabão, onde a doença atinge 9% da população.

Na hora do almoço, Lula viaja para o arquipélago de Cabo Verde.

 
 
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