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Atualizado às: 03 de agosto, 2004 - 16h00 GMT (13h00 Brasília)
 
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Eficácia da pena de morte divide americanos
 

 
 
Câmara de execução
Para 71% dos americanos, pena de morte é castigo justo, diz pesquisa
Encontrar informações contra a pena de morte é muito fácil: uma rápida pesquisa na internet ou nas universidades americanas leva a uma enxurrada de organizações e acadêmicos com extensos argumentos contra a punição.

É claramente muito menor o número de organizações ou estudiosos apresentando pontos de vista a favor da pena capital.

Entre a população em geral, no entanto, as pesquisas mostram que a pena de morte, adotada em 38 dos 50 Estados americanos, tem ampla aceitação. E só neste ano já foram executados 36 condenados nos Estados Unidos, enquanto outros 3,5 mil estão em corredores da morte pelo país.

Na mais recente pesquisa Gallup sobre o assunto, em maio deste ano, 71% dos entrevistados disseram que a pena de morte é um castigo justo para o assassinato, apesar de 46% terem considerado a prisão perpétua mais adequada.

"Existe uma inclinação esquerdista, contrária à pena de morte, na mídia e nas universidades americanas", diz o criminologista John McAdams, da Universidade Marquette, em Wisconsin.

Estado

McAdams é um defensor ardoroso da pena de morte, que para ele é o único castigo que basta para punir alguns assassinatos.

Protesto contra a pena de morte no Texas
Texas é o Estado americano que mais excuta prisioneiros

"Pessoas não podem matar, mas o Estado precisar ter este direito para preservar o bem comum", diz o pesquisador.

"O seqüestro é ilegal, mas o Estado pode prender uma pessoa pelo tempo que for necessário. O roubo é ilegal, mas o Estado tem o direito de tirar dinheiro das pessoas na forma de impostos e prendê-las se elas não pagarem", compara.

Opositores da pena de morte dizem que a punição não desestimula o assassinato e comparam os dados de violência dos Estados americanos que a adotam com os registrados naqueles onde ela não existe.

Estudos mostram que o índice de assassinatos é pelo menos 30% maior nos Estados que executam assassinos.

Diferenças

John McAdams não contesta os números, mas diz que eles não significam nada.

"Estas pesquisas tratam regiões completamente diferentes como se a única diferença entre elas fosse a lei. Um Estado pode precisar da pena de morte exatamente porque têm índices de criminalidade mais altos", diz McAdams.

O pesquisador cita um estudo realizado no Texas depois que uma decisão judicial interrompeu as execuções no Estado, do início de 1996 ao início de 1997.

"Modelos estatísticos aplicados aos dados antes e depois deste período mostram que a interrupção levou a algo entre 150 e 200 homicidios adicionais", diz McAdams.

Hoje, o Texas é o Estado que mais excuta prisioneiros: dos 36 deste ano, dez vieram do Texas, com Ohio em segundo lugar, com seis execuções.

Mudanças

Opositores e partidários da pena de morte concordam em um ponto: a pena capital tem poucas chances de acabar no Estados Unidos em um futuro próximo.

 Não vejo nenhuma chance de mudanças nas lei e também não acredito em mudanças significativas na opinião pública americana sobre o assunto.
 
William McDonald, criminologista

Nestas eleições, tanto o republicano George W. Bush quanto o democrata John Kerry já se declararam publicamente a favor da pena de morte. O assunto, no entanto, raramente é tratado.

O criminologista William McDonald, da Universidade Georgetown, acredita que alguma mudança – se acontecer – virá dos tribunais.

Durante os anos 70, as execuções praticamente cessaram nos Estados Unidos devido a decisões da Suprema Corte.

"Se tivermos agora um ou dois governos democratas, que nomeiem juízes mais liberais para a Suprema Corte, pode ser que em uma década tenhamos alguma mudança na aplicação da pena de morte através dos tribunais", afirma McDonald.

"Não vejo nenhuma chance de mudanças nas lei e também não acredito em mudanças significativas na opinião pública americana sobre o assunto."

 
 
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