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Atualizado às: 14 de outubro, 2004 - 09h34 GMT (06h34 Brasília)
 
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Campanha com saúde
 
O Iraque continua sendo o "X" desta campanha, mas a saúde entrou na equação, como mostrou o terceiro e último debate.

Os americanos têm uma das melhores medicinas do mundo para quem é muito rico ou muito pobre, porque o governo paga a conta. Para quem está no meio, ela pode quebrar o doente.

Uma família de três pessoas, como a minha, paga US$ 1,2 mil por mês por um plano de saúde razoável. Cada visita ao médico custa só US$ 20, mas dependendo do remédio, pagamos até US$ 50 por cada renovação da receita.

Milhares de americanos fazem excursões para comprar remédios mais baratos no Canadá.

Além disso, o número de médicos que a família pode consultar é limitado pela seguradora. Um plano sem nenhum tipo de restrição e cobrindo todas as despesas custa pelo menos US$ 1 mil por pessoa, por mês, dependendo da idade.

Um número cada vez menor de empresas oferece seguros de saúde aos empregados e muitas exigem que eles contribuam com parte da mensalidade. O resultado é 45 milhões de americanos sem nenhum tipo de seguro. E o número cresce: mais 6 milhões só nos últimos quatro anos.

O plano do presidente George W. Bush oferece ao empregado a opção de criar uma poupança, livre de impostos, para despesas médicas. Mas poucas empresas aderiram porque há várias limitações e é mais vantajoso para os mais ricos.

Até agora os custos dos planos não baixaram e, nesta questão de saúde, o democrata John Kerry tem maior aprovação dos eleitores.

Pela proposta básica do plano do senador Kerry, o Estado assumiria 75% das despesas com doenças e tratamentos que custem mais do que US$ 35 mil, as chamadas doenças catastróficas.

Isso com certeza reduziria o custo dos planos, e algumas grande empresas estão interessadas, mas o presidente acusa o democrata de estourar o orçamento e nacionalizar a medicina. Essa tática já funcionou no passado e destruiu o plano de Hillary Clinton.

 
 
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