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Atualizado às: 27 de outubro, 2004 - 17h31 GMT (14h31 Brasília)
 
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Esqueleto de 'hobbit' pode mudar teoria da evolução humana
 

 
 
Cientista Chris Stringer compara crânio da nova espécie com sua própria cabeça
Cientista Chris Stringer compara crânio da nova espécie com sua própria cabeça
Cientistas descobriram um esqueleto quase intacto de uma espécie humana totalmente nova que habitava a ilha de Flores, na Indonésia, há 18 mil anos.

Com um metro de altura, o espécime era pequeno se comparado com o ser humano moderno, porém acredita-se que tenha vivido durante milhares de anos.

Cientistas dizem que a descoberta, divulgada em artigo publicado na revista científica Nature, torna necessária uma reavaliação da evolução humana.

O esqueleto descoberto numa caverna de pedra calcária chamada Liang Bua é de uma mulher de 30 anos, que vivia na remota ilha de Flores juntamente com elefantes anões e lagartos gigantes.

Efeito redutor

Os fósseis de sete outros indivíduos de sua espécie, chamada agora de Homo floresiensis, mostram que ela era um exemplo típico da espécie.

Uma espécie de “efeito redutor” é comum em alguns animais que vivem em ilhas remotas, sem ter de enfrentar predadores, mas jamais havia sido observado entre seres humanos.

O Homo floresiensis não era uma raça de anões. Os membros dos esqueletos encontrados são proporcionais, com exceção dos braços, um pouco mais longos do que seria de se esperar.

Sua reduzida cabeça abrigava um cérebro do tamanho de uma toranja, o que torna suas realizações – e as de nosso ancestral comum, o Homo erectus - bastante impressionantes.

Como a Ilha de Flores jamais esteve conectada ao continente asiático, para chegar lá exemplares do Homo erectus tiveram de construir algum tipo de embarcação e navegar até lá – algo que não se pensava que eles seriam capazes de fazer.

Esta idéia agora pode ter de ser deixada de lado – assim como a tese de que os humanos modernos eram os únicos a permanecer no planeta desde o desaparecimento do homem de Neanderthal, há 30 mil anos.

É provável que o Homo floresienses tenha existido até 12 mil anos atrás.

Por isso cientistas estão explorando mais cavernas calcárias na Indonésia para tentar encontrar outros indícios de familiares recentes dos humanos modernos.

 
 
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