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Atualizado às: 20 de abril, 2005 - 11h39 GMT (08h39 Brasília)
 
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Novo papa criticou do rock à união gay; leia frases
 
O papa Bento 16
Ratzinger é conhecido por suas posições conservadoras
O novo papa, Bento 16, é conhecido por expressar abertamente as suas posições conservadoras.

Como cardeal, Joseph Ratzinger já criticou do rock'n'roll à união de homossexuais.

A seguir, leia as opiniões dele sobre assuntos que dividem setores conservadores e progressistas dentro e fora da Igreja Católica.

Sobre gays

"Embora a inclinação particular de uma pessoa homossexual não seja um pecado, é mais ou menos uma tendência que vem de um mal moral intrínseco, e, portanto, a inclinação em si pode ser vista como uma desordem de objetivo."
(1986, na carta aos bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de gays)

"Acima de tudo, nós temos que ter grande respeito por essas pessoas que também sofrem e querem encontrar a sua maneira de viver corretamente. Por outro lado, criar uma forma de casamento homossexual, na realidade, não ajuda essas pessoas."
(idem)

Sobre a legalização da união de homossexuais

"É destrutiva para a família e para a sociedade. O direito cria uma forma de moral, já que as pessoas consideram freqüentemente que o que diz o direito também é moralmente lícito. E, se considerarmos essa união mais ou menos equivalente ao matrimônio, temos uma sociedade que já não reconhece as características e nem o caráter fundamental da família, ou seja, que é próprio do homem e da mulher, que tem a finalidade de dar continuidade, não só no sentido biológico, à humanidade."
(em entrevista ao jornal 'La Repubblica' em 2004)

Sobre os abusos sexuais envolvendo sacerdotes da Igreja

"Na Igreja, padres também são pecadores. Mas eu estou pessoalmente convencido de que a constante presença dos pecados dos padres católicos na imprensa, especialmente nos Estados Unidos, é uma campanha planejada, já que a porcentagem dessas infrações entre padres não é mais alta do que em outras categorias, e talvez seja ainda mais baixa."
(dezembro de 2002)

Sobre o catolicismo em relação ao Islã

"O Islã é multiforme, não se pode reduzir à ala terrorista ou à ala moderada. Há interpretações sunitas, xiitas etc. Culturalmente, existe uma grande diferença entre Indonésia, África ou a Península Arábica, e talvez esteja se formando também um Islã com características européias, que aceita elementos de nossa cultura. Em todo caso, para nós, é um desafio positivo a firme fé em Deus dos muçulmanos, a consciência de que estamos todos sob o juízo de Deus, junto com um certo patrimônio moral e a observação de algumas normas que demonstram que a fé, para viver, necessita expressões comuns, algo que perdemos em certa medida."
(em entrevista ao jornal 'La Repubblica' em 2004)

Sobre o lugar de Deus na sociedade moderna

"Muito marginalizado. Na vida política, parece quase indecente falar de Deus, como se fosse um ataque à liberdade de quem não crê. O mundo político segue suas normas e caminhos, excluindo Deus como algo que não é deste mundo. A mesma coisa acontece no comércio, na economia e na vida privada. Deus fica à margem. Para mim parece necessário voltar a descobrir, e existem forças para isso, que também a esfera política e econômica precisa de uma responsabilidade moral, que nasce do coração do homem e está ligada à presença ou ausência de Deus. Uma sociedade em que Deus está totalmente ausente se autodestrói."
(idem)

Sobre judeus

"Que os judeus são ligados à Deus de uma maneira especial e que Deus não quer que essa ligação fracasse é inteiramente óbvio."

"Aguardamos o momento em que Israel vai dizer 'sim' a Cristo, mas sabemos que tem uma missão especial na história agora."
(em livro de sua autoria, publicado em 2000)

Sobre a ordenação de mulheres

"O fato de a Igreja estar convencida de que não conferir a ordenação às mulheres agora é visto por alguns como incompatível com a Constituição européia."

Sobre rock

"Um veículo anti-religião."
(em 1988)

Sobre aborto e eutanásia

"Claro pecado grave."
(durante a campanha das eleições presidenciais americanas no ano passado)

Sobre ele mesmo

"Após o papa João Paulo 2º, os cardeais me elegeram – um simples, humilde trabalhador nas vinhas do Senhor."
(ao ser anunciado o novo papa)

Sobre o antecessor, João Paulo 2º

"Nós podemos ter certeza de que o nosso amado papa está na janela da casa do Senhor, de onde ele nos vê e nos abençoa."

"Hoje nós enterramos os seus restos na terra como uma semente da imortalidade. Os nossos corações estão cheios de tristeza, mas ao mesmo tempo de uma alegre esperança e de uma gratidão profunda."
(durante a homilia que fez no funeral de João Paulo 2º)

Sobre a fé

"Nós estamos caminhando para uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e tem como valor máximo o ego e os desejos individuais".
(durante uma missa na Basílica de São Pedro, pouco antes do início do conclave e um dia antes de ser eleito)

Sobre a entrada da Turquia na União Européia

"A Turquia sempre representou um continente diferente, em contraste permanente com a Europa".
(em entrevista ao jornal francês 'Le Figaro', em 2004)

 
 
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