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Atualizado às: 10 de novembro, 2005 - 09h59 GMT (07h59 Brasília)
 
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Derrota no Parlamento pode ser 'começo do fim' de Blair, diz jornal
 
A derrota histórica do primeiro-ministro britânico Tony Blair, na quarta-feira no Parlamento, a primeira desde que chegou ao poder em 1997, é avaliada como "o momento em que Blair perdeu sua autoridade", segundo o jornal The Independent.

Em sua capa, o periódico publicou uma foto do Parlamento na hora em foi definida a derrota: às 4h36 da tarde.

O The Independent afirma que a "humilhante derrota" cria a possibilidade do primeiro-ministro perder o apoio de seu próprio partido, o Trabalhista, que temj a maioria no Parlamento.

Afirma ainda que, enquanto os parlamentares trabalhistas discutiam as possibilidades de mais rebeliões depois da votação da quarta-feira, o clima nos corredores do Parlamento era de "Ele (Blair) ainda não viu nada".

The Times e Daily Mail fazem a mesma pergunta em suas capas: "O começo do fim?".

O analista político do The Times, Peter Riddell, afirma em um artigo que a derrota significa a "queda do Tony Teflon", afirmando que Blair poderá sobreviver como primeiro-ministro apenas com o consentimento do Parlamento e o resultado de quarta-feira foi um duro golpe não apenas para o primeiro-ministro mas também para a credibilidade do Partido Trabalhista como um partido governante.

O The Daily Telegraph afirma que foi o "dia mais negro de Blair". Já o The Guardian afirma que "Depois de oito anos no poder Tony Blair ouve uma nova palavra: derrota".

O jornal espanhol El País, segue a mesma linha do Guardian, relatando a primeira derrota de Blair desde 1997.

O El País, no entanto, afirma que ainda é cedo para saber qual o resultado desta derrota e acrescenta que está claro que Blair perdeu não apenas "uma votação no Parlamento, mas algo muito importante para políticos: a autoridade".

O jornal americano Washington Post lembrou que Blair foi o principal aliado dos Estados Unidos na Guerra do Iraque, enviando 8,5 mil soldados para o país, mas a guerra se provou muito impopular na Grã-Bretanha, diminuindo seus índices de aprovação. E acrescenta que a derrota da quarta-feira é mais um peso para o primeiro-ministro que já está sendo questionado quanto à sua habilidade de governar.

O The New York Times afirma que há alguns meses Blair afirmou que renunciaria ao cargo de líder dos trabalhistas antes das próximas eleições. E afirma que, apesar da derrota de quarta-feira provavelmente não levar a nada tão drástico como uma medida efetiva para retirá-lo do poder, poderá apressar sua saída.

E, para o jornal americano, a derrota não apenas abala a autoridade de Blair no que diz respeito ao combate ao terrorismo, mas também na aprovação de outras políticas na área de previdência, educação, entre outros.

Soja e Amazônia

O jornal britânico The Guardian traz em sua edição, em página dupla, uma série de reportagens a respeito do cultivo da soja na Amazônia.

Segundo a reportagem a China se transformou no segundo maior importador de mercadorias brasileiras, principalmente por causa da soja.

Com um repórter em Santarém, o Guardian também investiga o quanto o cultivo da soja está devastando a Floresta Amazônica. O repórter viaja de Pequim, um dos principais destinos da soja brasileira, para uma fazenda no meio da floresta.

A reportagem conta a aventura de vários brasileiros do sul do país que largam tudo para iniciar o cultivo da soja na Amazônia e conta que, desde 1995, importações do produto do Brasil para a China aumentaram mais de 10.000%.

Mas, segundo a reportagem, a grande demanda por soja na Europa e uma lavoura menos abundante nos Estados Unidos contribuíram, no ano passado, para o registro da segunda maior taxa de devastação na história da Floresta Amazônica: fazendeiros já destruíram 600 mil hectares e dezenas de milhares são devastados a cada mês.

Dúvidas sobre Hong Kong

O jornal britânico The Independent afirma que ministros do comércio de países ricos e em desenvolvimento admitem que terão que diminuir suas expectativas quanto aos resultados da reunião da Organização Mundial do Comércio em Hong Kong, em Dezembro.
Depois de três dias de negociações, um em Londres e dois em Genebra, Peter Mandelson, Comissário Europeu para o Comércio, afirmou que "exigir mais e mais no setor de agricultura, sem equilíbrio em outros compromissos em agricultura e outros setores, não contribui para o fechamento de acordos", em uma referência clara à posição do Brasil e da Índia.

Mandelson, segundo o Independent, admitiu que não conseguiu convencer seus colegas a manter as ambições iniciais para as negociações em Hong Kong, e o ministro do Exterior, Celso Amorim, acrescentou que a situação é difícil e "todos querem uma rodada de negociações bem sucedida, mas que também tenha significado".

Já o Financial Times afirma que Brasil e União Européia culpam um ao outro pela falta de progresso nas negociações, mas ressalta que os ministros continuam comprometidos a concluir o acordo da rodada de Doha até o fim de 2006.

O jornal também afirma que provavelmente Hong Kong não terá grandes decisões e, segundo as palavras do representante de comércio dos Estados Unidos, Rob Portman, a reunião de Hong Kong "nunca foi considerada como o fim do processo, mas sim um marco no caminho".

 
 
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