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Atualizado às: 15 de novembro, 2005 - 20h15 GMT (18h15 Brasília)
 
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Grupo acusa tropas brasileiras de abusos no Haiti
 

 
 
Soldados brasileiros no Haiti
Denúncia cita exemplos de mortes com suposto envolvimento de tropas do Brasil
Um grupo formado por ativistas dos direitos humanos, políticos e acadêmicos americanos apresentou nesta terça-feira uma denúncia à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização de Estados Americanos), acusando os governos brasileiro e americano de violações no Haiti.

As tropas da ONU no país, lideradas pelo Brasil, são acusadas de matar civis e de não agir para evitar outras mortes causadas pela polícia haitiana.

O governo americano, por sua vez, é acusado de fornecer armas e munições à polícia haitiana.

“O mandato do Brasil na ONU é para proteger a população. Esta situação é completamente inaceitável”, disse Seth Donnelly, da ONG Haiti Action Network, organização baseada em Washington que defende os direitos humanos no Haiti e das que assinaram as petições.

Exemplo

Um dos casos apresentados acusa a Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti) de ter matado pelo menos 63 pessoas e ferido outras 30 quando mais de 300 homens fortemente armados invadiram o bairro pobre de Cité Soleil, em Porto Príncipe, na madrugada do dia 6 de julho de 2005.

O general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, comandante da missão de paz da ONU no Haiti, diz que o número de mortes citado na denúncia não coincide com as informações levantadas junto a moradores de Cité Soleil.

Segundo Bacellar, relatos de moradores indicam que "nove ou dez pessoas enfrentaram a ação da força e resultaram mortas".

O general, que ainda não estava no comando das tropas na época da operação, também disse que os militares da ONU não têm informações de mortes entre civis.

A Minustah está investigando o episódio, a pedido do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, diz o comandante brasileiro.

Fitas de vídeo

Junto com o documento, o grupo entregou gravações em vídeo feitas no local. Uma delas mostra um homem morto sentado em uma cadeira de rodas.

De acordo com Donnelly, testemunhas disseram que o homem foi morto por tropas brasileiras durante uma operação da Minustah no bairro de Bel Air, também em Porto Príncipe, no dia 29 de Junho de 2005.

Ele disse que soube da existência das denúncias pela imprensa e não houve até agora nenhum comunicado oficial.

O general também ressaltou que o comando da missão no Haiti é da ONU, chefiado pelo embaixador Juan Gabriel Valdez.

 
 
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