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Atualizado às: 28 de novembro, 2005 - 17h47 GMT (15h47 Brasília)
 
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Réplica de roupa de 1924 será usada em escalada no Everest
 

 
 
Expedição de Mallory e Irvine
Fotografias da expedição de Mallory e Irvine podem ter dado falsa impressão sobre vestimentas
O montanhista Graham Hoyland vai voltar ao Monte Everest em 2007, mas, desta vez, não vai usar vestimentas feitas com fibras de alta tecnologia, que incluem fatores de redução do efeito do vento.

Hoyland, que já esteve no topo do Everest sete vezes, vai usar uma réplica da vestimenta usada na expedição de 1924, dos exploradores britânicos George Mallory e Andrew Irvine.

Os dois exploradores morreram e até hoje não se sabe se eles conseguiram alcançar o pico do Everest antes de sucumbir às duras condições do ambiente – o que faria deles os primeiros a chegar ao topo.

A expedição de Mallory e Irvine adquiriu a reputação de ter tido aspectos amadores, em parte porque fotografias tiradas no acampamento mostravam os dois usando vestimentas de "cavalheiros ingleses" da época, com casacos de tweed.

Hoyland é sobrinho neto de um integrante da expedição e há seis anos fez parte da equipe que encontrou os restos mortais de Mallory.

Seda, lã e algodão

"Quando encontramos seu corpo era uma mistura de horror e assombro", disse Hoyland ao programa da BBC Science in Action.

Segundo Hoyland, quando o corpo foi encontrado, apesar de as vestimentas estarem em frangalhos, ficou claro que ele usava "camadas e mais camadas de roupas de tecidos finos".

Camadas de seda, algodão e lã se alternavam embaixo de uma capa de gabardine grossa.

perneira reconstruída
As vestimentas de Mallory foram reconstruídas

"O mito típico de Mallory é o de que ele estava mal equipado e era um pouco amador", disse Mary Rose, professora da Universidade de Lancaster, na Grã-Bretanha.

"Mas constatamos que ele provavelmente entendia mais de vestimentas do que montanhistas modernos".

"Era um sistema bastante avançado. A seda impede o vento e as camadas de seda e lã escorregavam uma na outra, de tal forma que era mais fácil escalar."

Tecidos

Vanessa Anderson, estudante de mestrado em desempenho de vestimentas esportivas da Universidade de Derby, usou documentos e restos da vestimenta para recriar diversos itens usados por Mallory, entre eles suas perneiras.

Segundo ela, o tecido das perneiras foi fabricado de tal forma que criava uma estrutura de três dimensões, semelhante a um favo de mel.

"É ideal para segurar o ar perto da pele, o que dá mais isolamento", disse.

Ela também reconstruiu a jaqueta de gabardine que Mallory usava e concluiu que ela era perfeita para escalar.

Os pesquisadores também concluíram que a indumentária de Mallory pesava muito menos do que seus equivalentes modernos.

Isso, segundo a professora Mary Rose, inspirou os fabricantes de vestimentas a reavaliar o uso de fibras naturais, mas as roupas reconstruídas ainda serão testadas.

"Somente se testarmos no ambiente real pode-se ter uma avaliação real do desempenho das roupas", disse Rose.

E é isso que Graham Hoyland espera descobrir quando usar as vestimentas no Everest.

"Acho que vai ser mais fácil de se mover no terreno, mas imagino que o vento será verdadeiramente cortante", disse ele.

"Acho que Mallory e Irvine realmente escalaram a montanha em 1924."

 
 
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