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Atualizado às: 30 de novembro, 2005 - 21h04 GMT (19h04 Brasília)
 
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Cidadania de mulher de Lula vira polêmica na Itália
 

 
 
O então premiê Massimo D'Alema vota nas eleições de 2000
Crítica teria vindo do ex-premiê italiano Massimo D’Alema
O caso da primeira-dama brasileira, que também é cidadã italiana e pode votar nas próximas eleições na Itália, foi usado para criticar o abuso na concessão de passaportes para os “oriundi” e para defender o direito de voto dos estrangeiros que moram e trabalham no país.

A crítica teria vindo do ex-premiê Massimo D’Alema, um expoente da coalizão de centro esquerda, muito ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi tema de um artigo publicado na edição de quarta-feira do principal jornal italiano, o Corriere della Sera.

O título do artigo é “A mulher de Lula vota, a babá de meus filhos não”. D’Alema, que é amigo de Lula, é presidente do maior partido da esquerda italiana, o DS (Democráticos da esquerda).

De acordo com o jornal, ele acha uma disparidade que os italianos residentes no exterior possam votar e os imigrantes que estão no pais há anos não tenham esse direito.

Direito a voto

O presidente do DS teria usado como exemplo o caso da primeira-dama Marisa Letícia, bisneta de italianos, que obteve o passaporte, com direito ao voto. O exemplo foi citado durante uma conferência do partido, segundo o jornal.

O político teria contado que numa de suas viagens ao Brasil, Marisa Letícia contou a ele pessoalmente que tinha recebido o certificado eleitoral.

“Ela fala apenas português, não sabia o que era”, teria dito D’Alema, definindo como absurdo que a babá de seus filhos, que vive legalmente há dez anos em sua casa e paga os impostos, não tenha o mesmo direito.

A primeira-dama brasileira obteve o passaporte italiano porque seus bisavós emigraram para o Brasil no início de 1900. Segundo uma lei italiana, aprovada em 1992, isto é suficiente para que o descendente conquiste a cidadania.

Imigrantes

Massimo D’Alema teria citado o caso para criticar a política da direita italiana na concessão da cidadania aos estrangeiros que moram no país. Ele considera que é necessário dar o direito de voto aos imigrantes que trabalham legalmente.

Outro ponto criticado por D’Alema teria sido a facilidade de obter o passaporte para quem mora no exterior. Ele teria definido a Itália como uma espécie de “fábrica de passaportes”.

Os cidadãos italianos que vivem no exterior com direito ao voto são cerca de 3 milhões, segundo dados do Ministério para os Italianos no Mundo.

Nas próximas eleições, para renovar o parlamento e eleger o novo primeiro-ministro, pela primeira vez o voto dos italianos no exterior vai ter um peso relevante. E os partidos já estão disputando estes votos.

D’Alema parece confiante de que Marisa Letícia vai ser um voto garantido para seu grupo. “Para nós do centro esquerda, é um voto seguro”, teria declarado.

O partido de D’Alema informou que as declarações do presidente não contradizem o apoio da agremiação à legislação sobre os “oriundi”, embora considere que de um lado há muita facilidade em distribuir passaportes italianos e, de outro, excessivas limitações para os estrangeiros que vivem no país.

 
 
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