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Terapias com ímãs 'não funcionam', diz pesquisa
 
Eficácia de terapia magnética não foi confirmada em dores no pulso
As terapias que utilizam ímãs para curar problemas que vão desde dores nas costas até câncer não têm efeitos comprovados, segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos publicada na última edição da revista especializada British Medical Journal.

A venda de palmilhas, braceletes, pulseiras e tornozeleiras magnéticas movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano em todo mundo.

O estudo dos professores Leonard Finegold, da Universidade Drexel da Filadélfia, e Bruce Flamm, do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia, alerta ainda para o risco que os pacientes correm ao recorrer a tratamentos magnéticos e não tratar as doenças de modo apropriado.

"O dinheiro gasto em terapias magnéticas caras e não-comprovadas poderia ser melhor investido em medicina baseada em evidências", afirma o relatório.

"Infelizmente, alguns anunciantes chegam a dizer que os ímãs são eficazes até para tratamento de câncer e para aumentar a expectativa de vida; não é surpreendente que essas alegações não tenham dados para sustentá-las."

A equipe americana revisou cerca de dez estudos sobre a eficácia das terapias magnéticas.

O estudo afirma que várias experiências "controladas" mostram que o valor deste tipo de tratamento é duvidoso, já que é difícil esconder quais são os ímãs verdadeiros para os envolvidos.

As cobaias ganham ímãs verdadeiros e de plástico, mas os verdadeiros atraem chaveiros e outros objetos metálicos, o que revela aos participantes se eles fazem parte do grupo real ou do grupo de controle.

Dores

Um exemplo disso aconteceu em um estudo sobre dores crônicas na pélvis que aparentemente indicava efeitos de melhora.

No entanto, os pesquisadores admitiram que não tinham como se certificar de que os pacientes não sabiam se estavam de posse de ímãs falsos ou não.

A equipe analisou ainda um estudo sobre os efeitos da terapia magnética sobre pacientes de síndrome do túnel do carpo – uma doença que causa inchaço e dores no pulso –, em que os ímãs reais e os falsos ficavam escondidos em uma caixa, para que não fossem identificados.

Neste estudo, os cientistas afirmam que não houve diferença estatística entre os dois grupos. Ambos disseram ter percebido melhora.

"Os ímãs são anunciados por atletas bem-sucedidos, e permite-se que sejam amplamente divulgados e vendidos sem restrições. Logo, não é surpreendente que leigos pensem que as alegações de eficácia terapêutica sejam razoáveis", conclui o estudo.

 
 
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