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Atualizado às: 11 de janeiro, 2006 - 20h25 GMT (18h25 Brasília)
 
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Laudo indica que Bacellar cometeu suicídio
 
General Urano Bacellar (à esquerda)
Bacellar foi encontrado morto no sábado em Porto Príncipe
O IML (Instituto Médico Legal) de Brasília divulgou nesta quarta-feira um laudo preliminar em que confirma que o general Urano Bacellar, comandante da Minustah, a Missão de Estabilização nas Nações Unidas no Haiti, cometeu suicídio.

A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa informou que o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, não foi informado sobre o resultado do laudo. O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, não aceitou como definitiva a informação sobre o suicídio.

Ainda nesta quarta-feira, a secretaria-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) divulgou uma declaração em que lamenta o ocorrido com o general Bacellar, encontrado morto no sábado em Porto Príncipe, e reitera o apoio ao Brasil no comando na Minustah.

"Recebemos com satisfação a apresentação pelo governo brasileiro de candidatos para a posição de Comandante Militar da Minustah. Incitamos fortemente todos os haitianos a apoiar e cooperar com a Minustah, com o Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas e a Missão Especial da OEA (no Haiti)", afirmou a organização em sua declaração.

Eleição

Na mesma nota, a Organização afirma que concorda com a nova data que foi estabelecida para as eleições no país.

"Apoiamos totalmente a decisão tomada pelo Governo de Transição do Haiti e pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP) de promover o primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas em 7 de fevereiro, com o segundo turno em 19 de março de 2006, em caso de necessidade. Estamos confiantes de que estas datas são realistas e tecnicamente possíveis e acreditamos que devem ser mantidas."

A OEA, em sua declaração também afirma apoiar os esforços realizados pelos parceiros internacionais, especialmente a Minustah e a Missão Especial da OEA para o Haiti, para dar ao Conselho Eleitoral Provisório a "assistência técnica, administrativa e logística necessária".

Para a OEA, um "ambiente seguro e estável é um ingrediente essencial para eleições legítimas".

"Neste sentido recebemos com satisfação a determinação renovada e o compromisso assumido pela Minustah de trabalhar junto com o Governo de Transição do Haiti para melhorar a segurança pública em Porto Príncipe."

A OEA afirmou, na declaração, que está de acordo com as recentes operações policiais e militares voltadas "ao combate de todas as formas de violência, incluindo os seqüestros, respeitando os direitos humanos e a legislação humanitária internacional".

 
 
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