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Atualizado às: 27 de janeiro, 2006 - 17h59 GMT (15h59 Brasília)
 
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Estréia de 'Munique' provoca críticas em Israel
 

 
 
Seqüestrador palestino em Munique
A imagem dos seqüestradores permanece gravada na memória israelense
A exatidão histórica do filme Munique, de Steven Spielberg, que estréia nesta sexta-feira no Brasil, está sendo questionada em Israel.

O filme inicia contando a história do seqüestro de 11 atletas israelenses durante as Olimpíadas de Munique, em 1972, por um grupo de extremistas palestinos, o Setembro Negro.

Os seqüestradores exigiam a libertação de prisioneiros palestinos. A crise durou dois dias e foi encerrada por uma ação da polícia alemã que resultou na morte de todos os atletas e de quase todos, menos três, seqüestradores.

Os seqüestradores foram libertados pelas autoridades alemãs dois meses depois.

Exatidão histórica

O filme de Spielberg se concentra no que aconteceu depois disso, mas os críticos afirmam que as dúvidas morais dos agentes da Mossad - o serviço secreto israelense - que depois caçaram os envolvidos no seqüestro, são muito pouco prováveis.

O filme também foi criticado por sugerir uma equivalência entre o terrorismo e a resposta de Israel ao terrorismo, com o assassinato de alguns dos responsáveis.

Eyal Arad, responsável pela divulgação do filme em Israel, disse à BBC que as acusações são exageradas e que o filme é "um thriller inspirado por eventos reais, e os cineastas nunca se propuseram a fazer um documentário".

Inspirado pelo livro A hora da vingança (1984), de George Jonas, o filme de Spielberg segue uma equipe de agentes da Mossad rastreando e assassinando aqueles direta ou indiretamente envolvidos no massacre de Munique.

Mas Yossi Melman, especialista em serviços de inteligência do jornal israelense Haaretz, criticou duramente o filme, afirmando que "não há qualquer conexão entre o filme e o livro e o que, realmente, aconteceu".

O livro é baseado no relato de primeira mão do agente da Mossad Yuval Aviv, responsável pela missão, mas segundo Melman, ele nunca serviu a Mossad e o mais perto que chegou de ser espião foi trabalhando como guarda de segurança para a companhia aérea israelense El Al em Nova York.

Segundo Melman, as dúvidas apresentadas pelos agentes da Mossad são besteira. "A Mossad não funciona assim", afirma ele.

"A mensagem do filme é que as pessoas que se defendem por meios semi-legais são o mesmo que terroristas", disse ele, "a história trabalha com causas e atualidades, e o filme parece esquecer isso".

Alguns israelenses temem que Munique prejudique a imagem do país; na semana passada, o ex-chefe da Mossad, Shabtai Shavit, não poupou críticas durante uma sessão fechada do filme.

"O filme não apresenta de forma apropriada o modo como a Mossad opera, nem representa os agentes da Mossad de forma fiel", afirmou.

"O filme é uma contribuição negativa para o Estado de Israel e desonra a Mossad."

 
 
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