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Atualizado às: 07 de fevereiro, 2006 - 11h15 GMT (09h15 Brasília)
 
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Jornal do Irã vai satirizar Holocausto em charges
 
Jornais
O jornal iraniano Hamshahri, de tendência direitista, anunciou que vai lançar uma competição internacional de charges sobre o Holocausto em retaliação à publicação por diversos jornais europeus das charges polêmicas que associam o profeta Maomé ao terrorismo.

Em entrevista ao jornal britânico The Times, o editor gráfico do diário iraniano, Farid Mortazavi, afirmou que os jornais ocidentais publicaram as "caricaturas sacrílegas sob o pretexto da liberdade de imprensa".

"Vamos ver se eles foram sinceros e vão publicar essas charges sobre o Holocausto", perguntou Mortazavi ao jornal londrino.

A provocação também ganhou destaque na primeira página do jornal britânico The Guardian.

Já o The Daily Telegraph chamou a atenção para os editoriais israelenses que compararam na segunda-feira a diferença entre a indignação pública provocada pelas charges de Maomé e a indiferença causada por charges consideradas "anti-semitas".

'Suásticas'

"Judeus de nariz adunco manipulando a política externa americana; Ariel Sharon, o primeiro-ministro israelense, bebendo sangue de crianças palestinas; e israelenses usando suásticas já apareceram em jornais no mundo árabe nos últimos anos", afirma o Telegraph.

O jornal britânico cita ainda um editorial publicado pelo jornal israelense Jerusalem Post na segunda-feira. "Se alguém quiser entender porque o Ocidente vê com tamanha desconfiança os programas de armas de países muçulmanos como o Irã, basta olhar para a intolerância que os regimes muçulmanos exibem em relação a essas charges."

Nos Estados Unidos, o New York Times também ataca o assunto em um editorial, atribuindo a atual revolta a uma campanha de líderes muçulmanos, que teriam divulgado as caricaturas "ao lado de desenhos muito mais ofensivos do que o material relativamente brando publicado no jornal dinamarquês".

O NY Times também explicou porque evitou publicar as polêmicas charges. "Parece uma escolha razoável para organizações de notícias que normalmente evitam ataques gratuitos contra símbolos religiosos, principalmente porque as caricaturas são tão fáceis de descrever com palavras."

Alemanha

Na Alemanha, um artigo assinado no Berliner Zeitung destaca a possibilidade de o partido de extrema direita alemão NPD conseguir entrar pela primeira vez na Câmara dos Deputados do estado de Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental, nas eleições marcadas para 17 de setembro.

As leis alemãs estabelecem um mínimo de 5% dos votos válidos para que qualquer partido tenha direito a representação nas câmaras estaduais e federais.

A expectativa é de que o NPD consiga superar este limite e chegar a mais de 7%em setembro. Mas, segundo o artigo da Berliner Zeitung, a direção nacional do partido não está comemorando.

A razão para isso seria, segundo o articulista, que "a maioria dos 15 candidatos escolhidos para o mandato não iriam apenas intelectualmente sobrecarregados pela tarefa, mas por causa das suas origens de movimentos neo-nazistas radicais, eles não se deixariam disciplinar pela central."

De acordo com o articulista, por medo de perder o controle sobre a ala mais radical, o diretório nacional estaria torcendo para que o NPD estadual ficasse um pouco abaixo dos 5%.

Nas manchetes esportivas, o nome de Luiz Felipe Scolari voltou a ganhar destaque como possível substituto do atual técnico da Inglaterra, Sven Goran Eriksson, que vai deixar o cargo depois da Copa.

O Daily Telegraph afirma que Felipão "quer o posto de Eriksson". No entanto, o jornal cita uma entrevista do treinador à BBC em que ele afirma que "se quiser ir para a Inglaterra, teria que primeiro aprender a língua melhor e conhecer mais sobre o trabalho".

 
 
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