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Atualizado às: 08 de março, 2006 - 08h59 GMT (05h59 Brasília)
 
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Polícia britânica defende política de atirar para matar
 
Jean Charles de Menezes
Menezes levou sete tiros na cabeça dentro de um trem de metrô
A Associação de Chefes de Polícia britânica defendeu suas táticas ao lidar com suspeitos de atentados a bomba, apesar do episódio que resultou na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes em Londres, no ano passado.

Num relatório sobre o incidente, a associação disse que esta política não necessita de mudanças.

Mas, segundo os chefes de polícia, é necessário que o público receba mais informações sobre estas táticas, por intermédio de folhetos, por exemplo.

O presidente da associação, Chris Fox, disse que ocasionalmente, ao cumprir o dever de proteger vidas, a polícia terá que usar a força.

Suspeito

"Muito raramente os policiais vão ter que tirar uma vida para salvar outras vidas", disse.

A chamada política de “atirar para matar” não previa os eventos que levaram à morte de Jean Charles de Menezes, segundo declarações de uma das autoridades responsável pela criação da política.

A chefe de polícia Barbara Wilding disse ao programa Panorama da BBC que esta política não estava preparada para uma operação de levantamento de informações secretas se transformando em uma ação para deter uma ameaça presente e em movimento.

Wilding chefiou a equipe da Polícia Metropolitana que criou a política de “atirar para matar” logo depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia de Londres em julho do ano passado depois de ser confundido com um suspeito de terrorismo.

Ele recebeu sete tiros na cabeça na estação de metrô de Stockwell depois das tentativas frustradas de ataques ao sistema de transporte londrino no dia 21 de julho.

O programa Panorama com a entrevista de Wilding será transmitido na noite desta quarta-feira em um dos canais de televisão da BBC.

Situações restritas

A chefe de polícia Barbara Wilding, atualmente trabalhando no sul do País de Gales, disse ao programa Panorama que os procedimentos para evitar ataques suicidas, chamados de Operação Kratos, lidavam com situações restritas.

Uma das situações seria um evento espontâneo no qual um potencial suicida seria identificado, por exemplo, por um membro do público e não existiria nenhuma informação anterior que levasse ao suspeito.

Outra situação seria um potencial ataque a alvos específicos onde existiria informações secretas detalhadas e a polícia teria tido tempo de planejar táticas para lidar com o evento.

“No planejamento que fizemos, nós levamos em conta uma operação móvel de levantamento de informações secretas? A resposta é não, não levamos em conta”, disse Wilding.

O comissário assistente da Polícia Metropolitana de Londres, Steve House, disse que a Operação Kratos seria mantida e constantemente aprimorada.

“Vamos buscar o aprimoramento que pudermos, em equipamentos e táticas, para ter certeza de que é a forma mais efetiva de evitar que terroristas suicidas venham para Londres novamente”, disse.

Rádio

A investigação do programa Panorama também descobriu que os rádios usados pelos policiais que atiraram em Jean Charles de Menezes não funcionam nos túneis subterrâneos da estação de metrô de Stockwell.

O ex-comissário de polícia Lorde Stevens afirmou que o problema já foi relatado várias vezes ao Ministério do Interior em ocasiões passadas.

“Comunicação é essencial e a razão para isso é, em uma situação que muda rapidamente, é preciso informar os oficiais envolvidos do que está acontecendo. Também é importante que os oficiais entrem em contato com o comando”, disse Stevens.

O programa também descobriu que a política não requer que um policial verifique a existência de um chamado “casaco suicida” antes de abrir fogo contra a pessoa, informações secretas que afirmem que a pessoa é uma ameaça são o bastante.

O programa Panorama descobriu que esta política contrasta com a política usada pela polícia de Israel. A Polícia Metropolitana de Londres afirma ter consultado esta política israelense.

O major-general Mickey Levy, comandante da polícia em Jerusalém entre 2000 e 2004, disse à reportagem do programa Panorama que os policiais israelenses precisam ter certeza de que a pessoa está carregando um cinto com explosivos ou uma bomba antes de iniciar qualquer ação.

 
 
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