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Atualizado às: 10 de março, 2006 - 02h13 GMT (23h13 Brasília)
 
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Políticas falhas impedem acesso à água, diz ONU
 

 
 
Cerca de 20% da população mundial ainda não tem acesso a água potável em razão de políticas fracassadas, afirma o Relatório do Desenvolvimento da Água no Mundo da ONU.

O documento afirma ser preciso melhores lideranças para que se cumpram as metas de diminuição do número de pessoas sem água até 2015.

As questões levantadas no relatório serão discutidas na próxima semana no Fórum Mundial da Água, no México.

Descrito como o mais amplo levantamento já feito sobre as fontes de água potável no mundo, o relatório afirma que políticos, empresas e agências de ajuda humanitária têm todos um papel a cumprir para sanar o problema.

"Bom governo é essencial para gerenciar as cada vez mais sobrecarregadas fontes de água, e indispensável para combater a pobreza", disse o diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura.

"Não há um plano único... mas sabemos que (o plano) deve incluir instituições adequadas, nacionalmente, regionalmente e localmente, além de sistemas legais fortes e efetivos e recursos financeiros e humanos", acrescentou.

Aperfeiçoamento

O relatório, chamado Water, a Shared Responsibility (Água, uma Responsabilidade Compartilhada, em tradução livre) alerta que, a não ser que exista um aperfeiçoamento, regiões como a África sub-saariana não vão alcançar as Metas de Desenvolvimento Global do Milênio, estabelecidas pela ONU, de cortar pela metade a proporção de pessoas sem acesso a água potável entre 1990 e 2015.

Apenas 12% dos países conseguiram cumprir o prazo e introduzir uma estratégia efetiva para água até 2005.

As mudanças climáticas globais também estão tendo impactos.

O relatório descobriu que rios e depósitos de água de muitas regiões estão secando devido a pouca quantidade de chuva e índices de evaporação mais altos.

A rápida urbanização em países em desenvolvimento também está afetando a habilidade de seus moradores de conseguirem água, segundo o relatório.

Governos e autoridades locais não conseguiram expandir rapidamente as redes de distribuição de água para atender a todos que se mudam para as cidades.

Os autores do relatório afirmam que o fracasso em fornecer suprimentos adequados e saneamento está diretamente ligado à baixa qualidade de vida e pouca saúde entre os habitantes pobres das cidades, o que pode gerar intranqüilidade social e conflitos.

Carlos Fernandez-Jauregui, vice-coodenador do Programa Mundial de Avaliação de Água da ONU, disse à BBC que espera que a publicação do relatório leve governos e organizações à ação.

"Se continuarmos com esta postura a crise da água vai piorar, não apenas em países em desenvolvimento, mas também em países desenvolvidos", disse.

 
 
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