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Atualizado às: 08 de abril, 2006 - 14h50 GMT (11h50 Brasília)
 
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Entenda as eleições na Itália
 
Silvio Berlusconi (esq.) e Romano Prodi
Berlusconi (esq.) contestou a eleição vencida por Prodi
A Itália realizou eleições nos dias 9 e 10 de abril para renovar o Parlamento.

A votação foi polarizada entre a coalizão de centro-direita, liderada pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi, e a coalizão de centro-esquerda, liderada pelo ex-ocupante do cargo Romano Prodi.

O governo de Berlusconi foi um dos mais duradouros na Itália desde a Segunda Guerra Mundial, mas sofreu muitas derrotas nas eleições regionais de abril de 2005.

A Itália está passando por turbulência política no momento?

A Itália está próxima da incerteza política. Mesmo quando Prodi formar o gabinete, seu governo será limitado por uma pequena maioria.

O bloco de centro-esquerda de Prodi venceu com uma pequena margem de vantagem na Câmara dos Deputados (que tem 630 cadeiras). Sua margem de vitória é de menos de 0,10%.

A Itália voltou ao sistema de representação proporcional total para esta eleição, o que dá uma maioria efetiva na Câmara dos Deputados ao vencedor, não importa o tamanho da margem de vitória.

A mudança eleitoral foi aprovada pelo governo de Berlusconi em dezembro de 2005.

A situação no Senado (315 cadeiras) também é complicada, com seis cadeiras determinadas pelos italianos que moram no exterior se transformando em elementos críticos na disputa.

Pela primeira vez italianos que vivem fora do país puderam eleger seus representantes e sua lealdade política está passando por uma detalhada análise.

Os números oficiais mostram uma maioria também pequena para Prodi no Senado.

Se um dos blocos acabasse controlando o Senado e o outro bloco político controlasse a Câmara dos Deputados o país poderia se encontrar em uma situação de paralisia no legislativo. Um governo precisa do apoio das duas casas para poder funcionar.

As duas casas são eleitas por voto universal durante um período de cinco anos.

Cadeiras são designadas segundo a posição do candidato no partido relevante, com os do topo da lista tendo uma chance melhor de ganhar uma cadeira.

Quando a Itália terá um novo governo?

A formação de um novo governo terá que esperar até que o Parlamento vote em um novo presidente em maio. O mandato do presidente Carlo Azeglio Ciampi, de sete anos, está prestes a expirar.

O presidente tem a função de escolher o novo primeiro-ministro.

Então, Berlusconi, se sua derrota for confirmada, vai permanecer como primeiro-ministro interino por pelo menos um mês.

Mesmo antes da confusão destas eleições analistas alertaram que o novo sistema proporcional poderia fazer a Itália voltar ao padrão de governos curtos que caracterizaram a política do país por décadas depois da Segunda Guerra Mundial.

Quais eram os principais partidos e coligações?

A Casa das Liberdades, de centro-direita, é formada por vários partidos: Força Itália (Forza Italia, em italiano), de Silvio Berlusconi, é o maior partido, seguido da Aliança Nacional, liderada pelo vice-primeiro-ministro Gianfranco Fini; a Liga do Norte liderada por Umberto Bossi; e a União de Cristãos Democratas e Centro Democratas (UDC), liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Pier Ferdinando Casini. Há ainda vários partidos menores na coalizão.

As relações entre os partidos na Casa das Liberdades, por vezes, têm sido conturbadas. Resultados ruins nas eleições regionais de abril de 2005 levaram a UDC a retirar seus ministros do governo em protesto. Não há muita harmonia entre a Aliança Nacional e a UDC - que têm forte apoio no empobrecido sul do país -, e a Liga Norte, que vem pressionando para a concessão de mais poderes para as regiões do norte da Itália, que são mais ricas.

A coalizão de centro-esquerda União é liderada por Romano Prodi, que também foi primeiro-ministro do país e presidente da Comissão Européia. Prodi derrotou Berlusconi nas eleições gerais de 1996, e o grupo de partidos esquerdistas que integram a União esperam que isso ocorra novamente.

Entre estes partidos está o Democratas da Esquerda, o maior partido de centro-esquerda do país, liderado por Piero Fassino e pelo ex-primeiro-ministro Massimo D'Alema, além de cerca de oito outros partidos que incluem o Verde e o Social Democrata.

Romano Prodi não tem um partido próprio, mas uma "prévia", nos moldes do que acontece nos Estados Unidos, confirmou seu nome em outubro de 2005, para líder da centro-esquerda nestas eleições.

Berlusconi acusa Prodi de ser apenas uma "figura de fachada" de uma coleção de grupos esquerdistas que brigam entre si. Alguns analistas sugerem que Prodi continua vulnerável às mesmas manobras de partidos em coalizão que forçaram-no a renunciar depois de pouco mais de dois anos no cargo, depois da vitória nas eleições de 1996.

Como funciona o sistema eleitoral da Itália?

A República Italiana tem um Parlamento composto pela Câmara dos Deputados, com 630 integrantes, e pelo Senado, com 315. Ambos são eleitos por votação direta, para mandatos de cinco anos.

Serão apresentadas aos eleitores listas de coalizão e partidos para ambas as casas. Os partidos e as coalizões precisarão de um mínimo de votos para alocar cadeiras.

As cadeiras serão alocadas de acordo com a posição de um candidato na respectiva lista do partido. Aqueles nos primeiros lugares têm uma chance melhor de conquistar uma cadeira do que os que estiverem mais abaixo.

 
 
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