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Atualizado às: 23 de maio, 2006 - 20h31 GMT (17h31 Brasília)
 
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Fujimori critica nacionalização de indústrias
 
alberto fujimori, peru
Fujimori diz que García evoluiu, mas não o apóia abertamente
O ex-presidente peruano, Alberto Fujimori, criticou as propostas de nacionalização de indústrias, feitas pelo candidato de esquerda para o segundo turno das eleições presidenciais no Peru, o nacionalista Ollanta Humala.

"Em minha política econômica, fui contrário a recursos deste tipo, tanto que as empresas petroleiras que tinham sido expropriadas foram ressarcidas", disse ele em entrevista à BBC Mundo.

"Foram expropriações difíceis e de alto custo", disse Fujimori, que está em Santiago, no Chile, onde foi preso e libertado sob fiança e espera uma decisão da Suprema Corte chilena sobre sua extradição para o Peru.

O ex-presidente, que governou o Peru de 1990 a 2000 e é acusado de corrupção e abuso de direitos humano, tem se recusado a dizer explicitamente quem ele apóia na eleição presidencial do dia 4 de junho.

Elogios

Na entrevista à BBC, entretanto, Fujimori fez elogios ao oponente de Humala nas eleições, o ex-presidente Alan García.

Ele disse que García "evoluiu na sua atitude", ao reconhecer "êxitos" na gestão de Fujimori.

Fujimori defendeu ainda que o futuro governo perunao mantenha boas relações com os Estados Unidos.

"A política que sempre mantive foi neste sentido, é de ver os Estados Unidos como uma potência que pode servir com seu mercado para o desenvolvimento da nossa economia", disse ele.

"Por isso , creio que um tratado de livre comércio (com os EUA) favoreceria mutio ao Peru.

Processo

Fujimori disse à BBC Mundo que as acusações de violações de direitos humanos contra ele são isoladas e "sem substância", e que elas são fatos isolados, com os quais ele não tem nenhuma conexão.

Os ex-presidente também afirmou que as forças de segurança sabiam como agir contra as guerrilhas de esquerda, quando estavam sob seu comando:

"Em meu governo havia diretrizes claras para que a luta contra a violência se fizesse com respeito pelos direitos humanos".

Fujimori enfrenta mais de 20 processos criminais, incluindo a existência de "esquadrões da morte" durante sua presidência.

Ao ser consultado sobre a possibilidade de asilar-se novamente na embaixada do Japão e retornar a Tóquio, Fujimori foi enfático:

"Não considero a possibilidade de asilo. Vim ao Chile ciente da existência de um tratado de extradição, dos anos 30, entre o Peru e o Chile", afirmou.

Ele fugiu do Peru em 2000, em meio ao escândalo de corrupção protagonizado pelo seu ex-assessor de inteligência e braço direito, Vladimiro Montesinos.

Sobre as acusações de corrupção, Fujimori disse que elas foram esclarecidos "paulatina, progressivamente e firmemente".

"Não há nenhuma conexão entre Fujimori e estas pessoas comprometidas com a corrupção," disse.

 
 
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