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Atualizado às: 26 de maio, 2006 - 07h43 GMT (04h43 Brasília)
 
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Relógio e celular substituem dinheiro em Hong Kong
 

 
 
Relógio com chip que permite pagamentos
Chip no relógio: basta esticar o braço para pagar a conta
Um mini-chip de silício de crédito pré-pago pode levar ao completo desaparecimento do dinheiro em pequenas transações comerciais em Hong Kong.

Lançado em 1994 e conhecido como Octopus, o chip funcionava inicialmente apenas como um cartão válido nas linhas de transporte público.

Mas seu uso popularizou-se de tal forma que hoje ele serve como documento de identificação e é aceito para compras em supermercados, máquinas automáticas e grandes redes como McDonalds, Starbucks ou SevenEleven.

"É mais prático. Eu tenho tudo em um só cartão", explica May Chan, de 24 anos. Cerca de 95% da população de Hong Kong entre 16 e 65 anos utiliza a tecnologia.

Futuro

Com o chip é possível pagar sem abrir a carteira. Ele funciona a ondas de rádio, e basta posicioná-lo por alguns segundos próximo à máquina leitora que o valor da conta é automaticamente descontado dos créditos.

A versão mais popular é o cartão, mas também existem chaveiros, celulares e relógios. No caso do último, o usuário só precisa estender o braço para ter literalmente os desejos atendidos.

O sistema de Hong Kong realiza diariamente 9,2 milhões de transações. Catherine Fu, gerente de relações públicas da Octopus Cards Limited, empresa operadora do sistema, atribui o sucesso do produto ao que considera sua "simplicidade e conveniência de uso".

Na Universidade City de Hong Kong, o Octopus substituiu a carteirinha de estudante.

Com o modelo personalizado do chip, alunos podem retirar livros da biblioteca, fazer foto-cópias e até registrar presença em classe. Alguns condomínios residenciais e empresas também usam a tecnologia para identificação de visitantes na portaria.

"Dinheiro na forma de moeda está se tornando cada vez mais inconveniente nas sociedades modernas", observa Lucia Siu, do Grupo de Pesquisa de Estudos Socias de Finanças da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Ela acompanha o fenômeno do Octopus e acredita que, entre as classes de alto poder aquisitivo, as moedas cairão em completo desuso dentro de um século.

Mas Michael Rogers, renomado futurista e ex-vice presidente de novas mídias do grupo Washington Post – Newsweek, diz que o advento do Octopus não significa o fim definitivo dos trocados.

"Eu duvido que sistemas como esse venham a subtituir completamente as moedas num futuro próximo, especialmente entre os pobres", afirma. "Mas eles vão cada vez mais fazer parte do dia-a-dia de quase todo mundo."

"Não existem mais razões para usarmos moedas. O único impedimento real para a aceitação do dinheiro eletrônico é a padronização e o alto potêncial a fraudes", pondera David Zach, mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Huston Clear Lake, no Texas, Estados Unidos.

Ele considera dinheiro de metal algo do século passado e, referindo-se à sua rotina nos Estados Unidos, diz que "se não fosse pelos parquímetros", ele nunca usaria moedas.

Em Hong Kong é diferente. Os 13 milhões de usuários do Octopus podem pagar parquímetros com o chip e não precisam ter troco no bolso. Talvez por isso faça cada vez mais sentido a piada dita por um chinês anônimo na rua: “Aqui em Hong Kong só circulam moedas raras, pois é muito rara a circulação de moedas”.

 
 
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