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Atualizado às: 28 de maio, 2006 - 01h20 GMT (22h20 Brasília)
 
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Uribe quer castigar consumidores de coca
 

 
 
Presidente colombiano, Alvaro Uribe
Uribe é o favorito nas eleições de domingo
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, defendeu neste sábado a política do governo de combate ao narcotráfico e afirmou que aqueles que discordam fazem "uma leitura equivocada" dos resultados alcançados até agora.

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Uribe exaltou os avanços de seu governo e afirmou que, nesta semana, chegou a 404 o total de colombianos extraditados aos Estados Unidos, onde cumprem pena como traficantes internacionais.

Se for reeleito no domingo, Uribe pretende manter a política, que faz parte dos acordos do país com o governo americano para combater o narcotráfico.

Uribe fez um balanço das suas medidas contra as drogas e insistiu que é preciso castigar também os consumidores colombianos de cocaína - que, segundo ele, estão aumentando.

Plantações

"A Colômbia chegou a ter mais de 200 mil hectares de plantação de folha de coca. E onde combatemos não voltaram mais a plantar”, garantiu.

“Além disso, temos as áreas plantadas identificadas e registramos redução na produção”, afirmou.

Uribe declarou que seu governo entregou 100 mil hectares a
camponeses – uma espécie de reforma agrária contra a plantação de coca.

O presidente afirmou ainda que “salvou” dois milhões de hectares (do plantio da coca), graças ao programa "família guarda bosques" - são 33 mil famílias que em algum momento, disse ele, estiveram envolvidas com as drogas, mas hoje recebem subsídios do Estado, além de educação, para cuidar de áreas da floresta ou até com outros cultivos.

O presidente informou ainda que quase oito mil guerrilheiros se entregaram ao governo para programas de “incorporação social” - esses programas incluem desde a possibilidade de ter emprego e educação até a redução da pena daqueles que desistem da vida na guerrilha ou no narcotráfico.

“Muitos colombianos, nas ruas, me dizem: presidente tanta gente presa porque cometeu crimes mais suaves e o governo ajudando aos guerrilheiros. Mas eu respondo: é o preço da paz.”

Voz pausada, Álvaro Uribe informou ainda que foram erradicados, na enxada, no ano passado, 31.200 hectares de plantação de folha de coca e que outros 40 mil hectares deverão ser eliminados, da mesma forma, este ano.

Os que aceitam o trabalho, contou ele, também recebem pagamento do Estado.

“É claro que falta muito, mas ninguém pode nos dizer que não avançamos muito nestes quatro anos de governo”, disse ele poucas horas antes da eleição.

Consumo

Mas, segundo Uribe, o consumo de cocaína também aumentou na Colômbia – maior produtor mundial da droga.

Segundo ele, hoje cerca de um milhão de colombianos são consumidores de cocaína.

“Nós poderíamos dizer apenas que os países industrializados devem evitar o consumo da droga. Mas aqui o consumo também aumentou muito e por isso vamos insistir com a possibilidade de sanções à doses pessoais da droga”, disse.

“Não é possível que um país que sofreu tanto com o narcotráfico tenha libertinagem com as doses pessoais de drogas. Isso é desproporcional.”

Uribe criticou a decisão da Justiça de não permitir, até agora, a implementação destes castigos, aprovados no referendo realizado no início de seu governo.

Chávez

Quando jornalistas perguntaram se ele aceitaria a ajuda oferecida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez para negociar com os guerrilheiros das Farc, Uribe disse que toda ajuda é "bem vinda", e insinuou que recebeu ajuda de Chávez nas negociações que teve com o grupo guerrilheiro ELN (Exército de Libertação Nacional).

Mas ele afirmou que não é esse o problema: "O problema é o terrorismo", como insistiu ao longo da entrevista, deixando claro que em sua opinião os guerrilheiros de antes, que lutavam pela democracia, hoje são "terroristas".

Durante uma hora e meia de entrevista, uma das perguntas mais repetidas pelos jornalistas estrangeiros foi como Uribe fará para manter boa relação com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e ao mesmo tempo adotar o TLC (Tratado de Livre Comércio) com os Estados Unidos – país que financia boa parte do combate ao narcotráfico no país, através do Plano Colômbia.

Uribe defendeu o "pluralismo" e disse que o conceito de direita e de esquerda já não é mais atual porque os países da América Latina vivem em democracia.

Mas, no seu estilo, mandou um recado a Chávez, quando jornalistas perguntaram sobre as críticas do venezuelano aos Estados Unidos: "É preciso ser prudente. Uma coisa é debater, a outra é confrontar".

Uribe disse que prefere ser cauteloso nas questões internacionais, cuidando dos interesses da Colômbia, país que, como disse, já sofreu demais.

Ele elogiou o acordo da Venezuela com o Mercosul, disse que vai conversar com Chávez sobre a CAN (Comunidade Andina de Nações), grupo do qual o vizinho desistiu de fazer parte, e avisou que o TLC é apenas um dos vários acordos comerciais que espera assinar caso seja reeleito neste domingo.

 
 
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