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Atualizado às: 29 de maio, 2006 - 15h49 GMT (12h49 Brasília)
 
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Triunfo de Uribe é rara vitória de Bush na América Latina
 

 
 
Álvaro Uribe
Uribe é o principal aliado de Bush na América do Sul
A fácil reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe, no domingo para um mandato de quatro anos é um raro triunfo da política externa americana na América do Sul.

Uribe é o mais sólido e mais confiável aliado de George W. Bush na região. Seu governo é beneficiário de uma maciça ajuda dos Estados Unidos.

Desde 2002, o "Plano Colômbia" canaliza US$ 600 milhões por ano para Bogotá. Uribe é grato. Ele endossou a invasão do Iraque, apóia as iniciativas comerciais de Bush e assinou um tratado de livre comércio com Washington que, se ratificado, será o segundo maior entre os Estados Unidos e um país latino-americano.

A ambiciosa assistência americana é destinada a conter a mais persistente guerrilha de esquerda na América Latina e também a erradicar as drogas (a Colômbia continua sendo o maior produtor mundial de cocaína).

Uribe acata quase todas as recomendações de Washington na política de combate às drogas. No entanto, o resultado se revela sofrível. De acordo com a própria CIA (Agência Central de Inteligência), o tamanho da colheita de coca na Colômbia no ano passado saltou 21%.

Os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continuam entrincheirados em uma insurgência que se arrasta há quatro décadas.

Avanços

Mas os avanços em segurança são um grande feito do governo Uribe, para o alívio do governo Bush. O Exército, com 100 mil soldados a mais do que há quatro anos (um acréscimo de 30%), retomou cidades e estradas que estavam sob controle rebelde.

Quando Uribe assumiu o poder, em 2002, quase 1/5 das cidades não tinham presença das forças de segurança, e os seqüestros estavam fora de controle.

Em quatro anos, os assassinatos baixaram 1/3, e os seqüestros, quase 2/3. Sob bênção americana, mais de 30 mil integrantes das forças paramilitares de direita foram desarmados nos últimos dois anos, mas muitos destes "vigilantes" continuam ativos no tráfico de drogas, assim como os rebeldes de esquerda.

Em termos geopolíticos, obviamente, Uribe é um contrapeso ao crescente populismo de esquerda, capitaneado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Diplomatas americanos em Caracas e Bogotá, por essa razão, minimizam o que críticos qualificam de pendores autoritários de Uribe, enquanto denunciam sem cessar o perigo que o dirigente venezuelano representa para a democracia e estabilidade na América Latina.

Uribe é normalmente definido em Washington como um exemplo de madura liderança política, em contraste ao que é qualificado de irresponsável retórica ideológica no caso de Hugo Chávez.

A importância de Uribe apenas aumentou para o presidente Bush diante da visível incapacidade do governo Lula de exercer um poder moderador sobre a onda populista na América do Sul.

 
 
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