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Atualizado às: 09 de agosto, 2006 - 10h23 GMT (07h23 Brasília)
 
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Bono irrita irlandeses 'ao driblar fisco'
 
Jornais
Uma reportagem publicada nesta quarta-feira no diário britânico The Guardian afirma que o cantor Bono, do U2, está sendo alvo de críticas no seu país natal, a Irlanda, por ter transferido investimentos de milhares de dólares para a Holanda, onde deve pagar menos imposto de renda.

O Guardian cita uma porta-voz do partido Trabalhista irlandês que afirma "estar surpresa que o U2 não esteja disposto a contribuir com o Tesouro de uma maneira justa, como faz a maioria dos cidadãos irlandeses".

A notícia do jornal britânico cita também outra polêmica recente envolvendo o cantor e ativista irlandês, detonada pela compra de ações da revista americana Forbes, considerada por muitos como "a bíblia do capitalismo".

Mais conhecido por exercer pressão sobre líderes políticos como George W. Bush e Tony Blair, pelo perdão da dívida externa e por lutar por mais investimentos na África e pelo auxílio às vítimas da AIDS do que por sua tenacidade empresarial, Bono estaria sendo alvo de ressentimento pelo seu sucesso, segundo o Guardian.

Até o projeto de construir um arranha-céus batizado de Torre U2, que abrigaria apartamentos de luxo, além do estúdio de gravação do grupo, no bairro de Ringsend, em Dublin, estaria atraindo reclamações de moradores, segundo o jornal.

Cerveja

Com a manchete "Quilmes já é totalmente brasileira", o jornal argentino Clarín noticia nesta quarta-feira a conclusão da venda da principal cervejaria argentina para o grupo belgo-brasileiro InBev, por US$ 1,25 bilhão (R$ 2,7 bilhões)

O diário portenho classifica a cervejaria – que patrocinou a seleção argentina na Copa da Alemanha – de "uma das empresas mais emblemáticas" da Argentina e afirma que a venda provocou uma divisão entre os acionistas.

De um lado, teria ficado o ex-presidente e neto do fundador da Quilmes, Carlos Miguens, que "resistiu a desfazer-se" da empresa, do outro os acionistas que defendiam a venda.

Com a venda da cervejaria criada em 1887 por um imigrante alemão, a Quilmes faz parte do maior grupo cervejeiro do mundo, que fatura US$ 14 bilhões (R$ 30,4 bi) por ano, "uma cifra astronômica quando comparada à receita da Quilmes, que beirou os US$ 800 milhões (R$ 1,7 milhão) em 2005", diz o Clarín.

Biocombustíveis

O Wall Street Journal desta terça-feira traz uma longa reportagem sobre a guinada política de Bush na direção dos biocombustíveis, depois da visita ao Brasil.

O diário americano afirma que "o entusiasmo do presidente pelo álcool cresceu durante a viagem em novembro ao Brasil" e que teria voltado "empolgado com o potencial da indústria americana de álcool".

No entanto, o WSJ aponta "uma falha no raciocínio do presidente": os fortes subsídios distribuídos pelos governos militares brasileiros para levantar a indústria de álcool e garantir a distruibuição do combustível durante anos.

Bush também teria ficado impressionado, segundo o jornal, com a presença das montadoras americanas Ford e GM no mercado brasileiro e seus veículos bicombustíveis.

De acordo com o WST, nas semanas seguintes ao retorno de Bush, ele teria conversado com diretores de montadoras nos Estados Unidos sobre a viabilidade do uso do álcool no país.

A resposta teria sido, segundo o diário, que a produção dos carros híbridos já estaria sendo aumentada. A grande questão, segundo o WSJ, é se os motoristas "vão encontrar e comprar álcool", já que a grande maioria dos grandes distribuidores americanos "permanece cética".

Austrália

Sob o título de "Samba Biocombustível", o diário The Australian também trata do assunto, afirmando que "os australianos têm que se acostumar com a realidade de que a era dos baixos preços da gasolina, no futuro próximo, acabou".

Para enfrentar essa era, afirma a reportagem, a idéia de misturar gasolina com biocombustíveis faz "o lobby dos agricultores salivar", mas "existe uma séria pergunta sobre se isso faz sentido".

O jornal australiano cita a experiência brasileira como "instrutiva".

"O álcool não fez a gasolina ficar sensivelmente mais barata. Além disso, o plantio de cana-de-açúcar para fazer álcool não é ambientalmente neutro. Florestas são desmatadas no Brasil para plantar", diz a notícia.

Por fim, o jornal conclui que o exemplo brasileiro seria semelhante à Austrália, mas que existem outras alternativas viáveis para o país, como o gás líquido.

 
 
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