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Atualizado às: 19 de outubro, 2006 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)
 
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Bush admite comparação de Iraque com Vietnã
 
George W. Bush
Bush afirmou que as tropas americanas não vão fugir do Iraque
O presidente americano, George W. Bush, admitiu que a violência no Iraque pode ser equivalente à traumática experiência vivida pelos Estados Unidos no Vietnã.

Falando à emissora de TV americana ABC, Bush disse que poderia ser correto comparar a situação no Iraque à ofensiva de Tet, em 1968, tida como o momento-chave que mudou os rumos da guerra e abriu caminho para a derrota dos EUA no conflito.

Contudo, Bush negou que o número crescente de mortes americanas e iraquianas seja um sinal de que a campanha no país esteja fracassando.

Para as forças americanas no Iraque, este mês de outubro é um dos mais sangrentos no conflito até agora. Cerca de 70 militares já morreram, com uma média de três vítimas por dia, número mais alto desde janeiro de 2005.

Vietnã

O entrevistador da ABC perguntou a Bush se ele concordava com a comparação de um colunista de jornal de que a atual situação era similar à da ofensiva de Tet.

“Ele pode estar certo. Houve um aumento na violência e estamos nos encaminhando para uma eleição”, afirmou o presidente.

A ofensiva do Tet foi uma manobra desfechada pelo Exército norte-vietnamita e pela Frente Nacional de Libertação do Vietnã no final de janeiro de 1968. A operação surpreendeu por ter sido marcada para o dia do Tet (o ano novo vietnamita) e teve um ataque conjunto em várias cidades do sul do país, especialmente a capital Saigon.

Apesar dos Estados Unidos terem repelido o ataque, a operação atingiu a confiança americana e acabou forçando a retirada das tropas, além de afetar seriamente o apoio político do então presidente Lyndon Johnson.

Controle dos nervos

De acordo com um correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, Bush deu a entender que os Estados Unidos poderiam evitar uma repetição da história se conseguissem controlar os seus nervos. Nos Estados Unidos, qualquer comparação com o Vietnã é bastante polêmica.

Depois, a Casa Branca emitiu um comunicado tentando esclarecer o que Bush quis dizer.

“O presidente quis dizer que a propaganda utilizada à época da Ofensiva do Tet é a mesma de hoje...e que o inimigo está tentando nos intimidar – algo que ele já disse antes”, afirmou a porta-voz Dana Perino.

O presidente americano garantiu que as tropas americanas permaneceriam no Iraque, mesmo com o aumento do número de baixas.

“A Al-Qaeda ainda é muito ativa no Iraque. Ele não querem só matar soldados americanos, mas também fomentar violência sectária. Eles crêem que se criarem bastante caos, o povo americano ficará farto do esforço feito no Iraque e pedir a retirada”.

“O inimigo”, disse Bush, “define sucesso ou fracasso pelo número de mortes”.

“Nós definimos sucesso ou fracasso pelo fato da democracia estar crescendo ou não no coração do Oriente Médio”, disse o presidente. “Tirar as tropas de lá seria o equivalente a se render”.

“Eu sou paciente, mas não para sempre. Reconheço o grau de dificuldade da tarefa e posso dizer que o povo americano não fugirá”, afirmou o líder americano.

Segundo Justin Webb, com as pesquisas de opinião apontando uma derrota republicana nas eleições do mês que vem, o presidente está fazendo o máximo para ganhar terreno.

As eleições de novembro irão renovar parte do Senado e toda a Câmara dos Representantes.

 
 
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