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Atualizado às: 20 de outubro, 2006 - 21h41 GMT (18h41 Brasília)
 
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Governo da Colômbia paralisa negociação com as Farc
 
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe
O presidente Álvaro Uribe é conhecido por adotar uma linha dura com os rebeldes
Vinte e quatro horas depois da explosão de um carro-bomba, que deixou 23 feridos em Bogotá, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, responsabilizou nesta sexta-feira as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) pelo ataque e decidiu parar o processo para troca de prisioneiros com a organização.

O presidente afirmou nesta sexta-feira que vai tentar resgatar à força os 59 reféns mantidos pelas Farc, que é o maior grupo rebelde do país.

O anúncio foi feito por Uribe na sede da Universidade Militar Nova Granada, ao norte de Bogotá, onde, em um estacionamento vizinho à Escola Superior de Guerra, explodiu o carro-bomba.

O presidente revelou que tomou conhecimento de uma conversa de Jorge Briceño, apelidado de "O Macaco Jojoy", um dos líderes das Farc, na qual o ataque teria sido ordenado.

Uribe também pediu que as forças armadas busquem os líderes rebeldes e solicitou o apoio de países como França e Espanha.

Sem troca

Além disso, o presidente colombiano suspendeu os planos para desmilitarizar uma área - uma exigência das Farc para a troca de guerrilheiros presos por reféns da organização.

Segundo Uribe, "o único caminho que resta é o resgate militar dos seqüestrados. Não podemos seguir com a farsa da troca humanitária como as Farc pediram".

Não se sabe se a ordem presidencial já está sendo cumprida. Familiares dos seqüestrados lamentaram a decisão e afirmaram que a vida dos reféns está em perigo.

As Farc mantém como reféns dezenas de policiais, soldados, seis ex-parlamentares, três cidadãos americanos e até uma ex-candidata à presidência colombiana, Ingrid Betancourt.

Permissão

A chanceler colombiana, Maria Consuelo Araujo, agradeceu o esforço de alguns países europeus para a busca do acordo de troca de prisoneiros com as Farc, em uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.

Mas Araújo afirmou também pela nota que, "enquanto ocorrerem atos terroristas destes grupos, se revoga a solicitação de contato" com as Farc em busca do acordo.

"Continuamos pedindo a cooperação para fazer uma frente comum na luta contra o terrorismo, contra o problema mundial das drogas, em cooperação de fronteiras, na questão de inteligência como afirmou o presidente, e também para o resgate de sequestrados", acrescentou.

Nesta sexta-feira, a ministra conversou com os ministros do Exterior do Equador e da Venezuela. "Eles expressaram a solidariedade com o povo colombiano, que é vítima dos atos terroristas", afirmou.

A nota afirma que o governo vai continuar trabalhando "em cooperação e pela segurança das fronteiras para garantir que o problema que a Colômbia enfrenta com o terrorismo não se espalhe para estes países".

O embaixador brasileiro em Bogotá, Julio Gomes dos Santos, disse que o atentado foi "profundamente lamentável" e que o Brasil faz um chamado "permanente" de paz, "em todo o mundo e principalmente nos países que estão ao redor de nós".

 
 
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