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Atualizado às: 03 de novembro, 2006 - 23h33 GMT (20h33 Brasília)
 
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Após eleição, Lula retoma viagens no "eixo Sul-Sul"
 

 
 
Luiz Inácio Lula da Silva
Nos últimos três meses, durante a campanha, Lula só viajou ao exterior uma vez, para Nova York
Passadas as eleições brasileiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pela frente uma movimentada agenda internacional. Até o fim do ano, Lula deve visitar pelo menos quatro países, todos no "eixo Sul-Sul", designação dada aos países em desenvolvimento.

Ele viajará a Venezuela, Uruguai, Nigéria e Bolívia.

A prioridade para a cooperação Sul-Sul - com fortalecimento de blocos como o Mercosul e a Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa) - foi uma das plataformas de campanha de Lula durante as eleições.

O primeiro compromisso na agenda do presidente é na Venezuela, onde irá inaugurar, ao lado do presidente venezuelano e candidato à reeleição Hugo Chávez, uma ponte sobre o rio Orinoco, construída por empresas brasileiras.

Em seguida, Lula vai para Abuja, na Nigéria, onde participa da Cúpula África - América do Sul (Afras).

Na volta da África, Lula deve passar por Montevidéu. Após se ausentar da Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado, que está sendo realizada neste final de semana na capital uruguaia, ele prometeu ao presidente Tabaré Vázquez, em conversa por telefone, que faria uma visita especial ao país.

Relações abaladas

No último ano, as relações entre o Uruguai e seus sócios no Mercosul estiveram abaladas, devido à intenção do governo de Montevidéu de assinar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos. O projeto - que obrigaria a saída do Uruguai do Mercosul - foi abandonado.

No dia 8 de dezembro, Lula vai para Cochabamba, na Bolívia, onde participa da II Cúpula Presidencial da Casa. A comunidade foi proposta pelo Brasil em 2004 para fortalecer a integração entre os países da América do Sul.

Também na agenda de relações internacionais do presidente está o encontro de presidentes do Mercosul no dia 14 de dezembro, em Brasília. Na reunião do Conselho do Mercosul deve ser discutida a crise entre Argentina e Uruguai sobre a fábrica de celulose.

Nos últimos três meses, enquanto esteve em campanha eleitoral, Lula só viajou ao exterior uma vez, para a Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Estados Unidos

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira, em Montevidéu, que a viagem de Lula para os Estados Unidos dificilmente será feita neste ano.

A visita serviria, segundo Amorim, para "tratar das relações bilaterais", e não da proposta da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que o ministro disse ter "parado de avançar". De acordo com ele, a missão brasileira nos Estados Unidos deve discutir parcerias comerciais entre os dois países em áreas como biocombustíveis.

Amorim negou que a saída do embaixador brasileiro em Washington, Roberto Abdenur, anunciada esta semana, tenha ocorrido devido a desavenças entre ambos.

"Foi por um motivo estritamente de rotina do Itamaraty", disse, alegando que Abdenur serviu dez anos consecutivos como embaixador, prazo máximo para ocupar representações no exterior.

Amorim negou que a saída de Abdenur sinalize uma mudança na relação brasileira com os Estados Unidos. "A política externa quem faz é o presidente. Ele (Abdenur) foi nomeado por nós, pela nossa gestão, não pelo governo passado", disse.

 
 
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