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Atualizado às: 08 de fevereiro, 2007 - 21h19 GMT (19h19 Brasília)
 
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Câmara é Parlamento ou chiqueiro?, pergunta 'Economist'
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Revista afirma que o presidente Lula prometeu uma reforma política
Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista The Economist afirma que poucas vezes a reputação da Câmara dos Deputados do Brasil esteve tão em baixa.

Com o título de "Parlamento ou Chiqueiro?", a matéria sobre a eleição para a presidência da Câmara - vencida por Arlindo Chinaglia (PT) - diz que "a história vai julgar se ele vai conseguir restaurar a reputação da instituição".

O texto cita o resultado de uma pesquisa de opinião encomendada pela revista Veja, na qual quase a metade dos entrevistados considerou os parlamentares mentirosos e dois em cada cinco disseram que a democracia estaria melhor sem o Congresso.

Segundo a revista, "parte do problema está na fragmentação da política brasileira", na qual há 21 partidos políticos representados no Congresso, "mas apenas sete deles têm presença nacional".

A matéria diz que mais de um quinto dos congressistas trocou de partido, "geralmente em retribuição de favores, alguns deles meia dúzia de vezes".

"A dificuldade de obter a maioria envolveu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma sucessão de escândalos no mandato anterior", diz o texto. "Esses escândalos derrubaram muitos dos assessores mais próximos do presidente."

Segundo a revista, ainda assim "uma dúzia de apoiadores do governo" envolvidos em escândalos de corrupção continua no Congresso.

A Economist diz ainda que a resposta de Lula foi prometer uma reforma política, "mas isso é pedir para perus votarem a favor do Natal".

"É preciso ser um presidente mais determinado do que Lula para conduzir medidas impopulares por uma legislatura em que leis são aprovadas ou não ao sabor de interesses especiais, claques regionais e uma voracidade por mamata e clientelismo", diz a reportagem.

A revista afirma que Chinaglia venceu as eleições prometendo defender o Congresso e a democracia, mas que "a tarefa mais difícil é proteger a democracia brasileira de si mesma".

 
 
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