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Atualizado às: 16 de março, 2007 - 22h23 GMT (19h23 Brasília)
 
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Blogueiros iranianos protestam contra filme com Santoro
 

 
 
Rodrigo Santoro em '300'
Rodrigo Santoro interpreta o imperador persa Xerxes
A comunidade iraniana nos Estados Unidos e no Canadá, entusiasta de petições e protestos online, está mobilizada contra o filme 300, em que o ator Rodrigo Santoro interpreta o imperador persa Xerxes.

O filme, que quebrou o recorde de bilheteria no mês de março nos Estados Unidos, é baseado na graphic novel de Frank Miller que reconta a batalha de Termópilas, liderada pelo rei espartano Leônidas e 300 dos melhores guerreiros de Esparta contra o exército gigantesco do imperador Xerxes, da Pérsia.

Mas, de acordo com os manifestantes online, o longa projeta uma imagem da Pérsia antiga "irresponsável" e "distorcida".

O longa já gerou protesto do governo do Irã, que afirmou que o filme é um ataque à cultura iraniana, mas a comunidade iraniana nos Estados Unidos e no Canadá tem feito protestos de destaque ainda maior contra o que chama de "ataque à cultura e à tradição".

Blogueiros

Blogueiros iranianos iniciaram a campanha contra 300 uma semana antes de sua estréia nos Estados Unidos.

Eles se dizem ofendidos pela forma com que os persas foram mostrados no filme e pela maneira com que a batalha de Termópilas foi narrada. O jornalista e blogueiro premiado Omid Memarian está entre estas vozes.

"(O filme) não apenas dá o resultado errado para batalhas, mas também deturpa brutalmente os persas e sua civilização. Infelizmente, pequena parte do currículo (escolar) dos Estados Unidos cobre história mundial e é muito fácil direcionar de forma errada o público a respeito de fatos históricos", disse.

Gregos são mostrados como brancos e virtuosos
Gregos são mostrados como brancos e virtuosos

Memarian também teme pelo equilíbrio do filme. "Não nos esqueçamos que Ciro, o Grande, avô de Xerxes, escreveu o rascunho de uma declaração de direitos humanos em 539 a.C., libertando milhares de judeus da escravidão na Babilônia."

O governo do Irã também protestou. Javad Shamqadri, conselheiro cultural do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, disse que o filme é uma "guerra psicológica" contra Teerã e seu povo, mas a cultura iraniana é forte o bastante para agüentar o ataque.

"Autoridades culturais americanas pensaram que poderiam ter satisfação mental saqueando o passado histórico do Irã e insultando esta civilização", afirmou o conselheiro.

Problemas de imagem

Omid Memarian não está surpreso com a reação ao filme devido ao que chama de "cobertura desequilibrada da imprensa a respeito do Irã e a uma retórica anti-Irã, que está aumentando nos Estados Unidos".

A Warner Brothers, produtora do longa, argumenta que "o filme (é) um trabalho de ficção, baseado de forma livre em um evento histórico".

Alguns blogueiros acham que existem questões mais importantes
Alguns blogueiros dizem que existem questões mais importantes

"O estúdio desenvolveu este filme puramente como um trabalho de ficção com o único propósito de entreter o público. Não visa menosprezar uma etnia ou cultura, ou fazer qualquer tipo de declaração política", afirmou uma declaração divulgada pela Warner Brothers.

Alguns blogueiros e comentaristas são contra o abaixo-assinado elaborado contra 300 e afirmam que existem batalhas mais importantes - como a crescente ameaça de uma ação militar contra o Irã.

O blogueiro Salman Jariri publicou uma carta aos que protestam contra o longa.

"As ações de líderes de países do terceiro mundo têm um efeito mais destrutivo na percepção dos ocidentais a respeito destes países do que produções de Hollywood", disse.

Alternativo

Um blogueiro iraniano no Canadá tentou uma estratégia alternativa.

Pendar Yousefi, que escreve de Toronto, conseguiu descobrir uma forma de desviar os internautas que procuram sites relativos ao filme 300 no Google para uma página que introduz o internauta a vários aspectos da cultura iraniana por meio da arte.

Yousefi, que está preocupado com a forma que os antigos persas são mostrados no filme, pediu que cartunistas e artistas iranianos enviem a ele trabalhos que ajudem a educar as pessoas sobre o Império Persa.

Vários artistas entraram em contato e cerca de 600 blogs e páginas iranianas estabeleceram contato permanente com o site de Yousefi.

 
 
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