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Atualizado às: 29 de março, 2007 - 11h06 GMT (08h06 Brasília)
 
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Efeito estufa ameaça 630 milhões em litorais, diz estudo
 
Cientistas sugerem incentivos à migração das áreas costeiras
Um estudo a ser publicado no mês que vem afirma que 634 milhões de pessoas – um décimo da população mundial – estão sob a ameaça do aumento do nível do mar e de ciclones intensos associados às mudanças climáticas.

De acordo com cientistas do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Grã-Bretanha, essa população vive em áreas de risco costeiras a até 10 metros do nível do mar.

Segundo o estudo, quase dois terços dos assentamentos urbanos com mais de 5 milhões de habitantes estão, pelo menos parcialmente, na zona de 0 a 10 metros do nível do mar.

O Brasil está fora da lista dos 50 países mais ameaçados pelo problema.

"O desenvolvimento urbano nas zonas costeiras expõe as pessoas a riscos como tempestades, enchentes e ciclones e pode danificar ecossistemas sensíveis como manguezais que protegem a linha costeira", afirmou o cientista Gordon McGranahan, que coordenou o estudo.

Populações mais ameaçadas
China (143.888.000)
Índia (63.188.000)
Bangladesh (62.524.000)
Vietnã (43.051.000)
Indonésia (41.610.000)
Japão (30.477.000)
Egito (25.655.000)
Estados Unidos (22.859.000)
Tailândia 16.468.000)
Filipinas (13.329.000)
Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento

Em média, 14% das pessoas dos países mais pobres do mundo vivem nessa área (em comparação com apenas 10% dos países desenvolvidos). Nas zonas urbanas, a porcentagem é ainda mais alta, 21% vivem na área, contra apenas 11% dos países ricos.

Ásia

O continente com a maior parcela de pessoas na chamada zona de risco é a Ásia, com 75% da população.

O estudo diz que a situação em 21 países asiáticos é ainda mais alarmante, já que mais da metade da população deles vive nas zonas de risco. Destes, 16 são pequenos arquipélagos.

O documento pede medidas para limitar os efeitos das mudanças climáticas e para ajudar a população dessas regiões a migrar para áreas menos frágeis, além de fazer um apelo por mudanças nos assentamentos urbanos existentes para reduzir essa fragilidade.

O relatório alerta ainda para a necessidade de incentivos econômicos e nova legislação, que vai depender de controle, financiamento e capital humano.

O documento afirma ainda que o boom econômico da China foi em parte alimentado por políticas que promovem migração para zonas costeiras.

Os cientistas chegam a afirmar que mesmo o sucesso econômico chinês pode estar ameaçado por esse movimento.

 
 
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