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Atualizado às: 27 de abril, 2007 - 13h07 GMT (10h07 Brasília)
 
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Remoção de estátua acaba em protesto e morte na Estônia
 
Monumento na Estônia
O monumento que inspirou a violência entre as comunidades na Estônia
Choques no local de um monumento de guerra em homenagem ao Exército Vermelho na capital da Estônia, Tallinn, deixaram pelo menos uma pessoa morta e mais de quarenta feridas.

Os confrontos começaram quando manifestantes - a maioria de etnia russa - tentaram evitar que as autoridades estonianas desmontassem o monumento e removessem os restos mortais de soldados da antiga União Soviética, enterrados sob o memorial, para um cemitério.

Mesmo com os protestos, o governo da Estônia retirou o monumento.

Segundo a correspondente da BBC no país, Catherine Utley, o monumento o monumento consiste de uma estátua de bronze de um soldado soviético e um pequeno campo coberto de grama no qual 14 soldados estariam sepultados.

O monumento foi erguido em 1947 como uma homenagem aos soldados do Exército Vermelho, que foram mortos lutando contra a Alemanha nazista, mas muitos estonianos afirmam que o monumento é uma amarga lembrança do período difícil vivido pelo país durante os quase 50 anos de ocupação soviética.

O monumento se transformou em um ponto de reunião de manifestantes para os russos que vivem na Estônia - cerca de 30% da população de 1,3 milhão de moradores.

Reação

O governo russo se opôs à retirada do monumento, alertando que isto poderia afetar as relações diplomáticas com o estado Báltico.

Senadores russos pediram que o presidente Vladimir Putin cortasse relações com a Estônia.

"Posso estar abusando de minha autoridade, mas proponho que consideremos a sugestão ao presidente russo de que ele corte as relações com a Estônia (...). Já é hora de eles (estonianos) pararem de zombar dos mortos, é hora de eles pararem de zombar da memória de uma grande vitória. Isto já foi longe demais!", disse o líder do senado russo Sergei Mironov.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou, James Rodgers, a Rússia afirmou que a retirada do monumento foi desumana e uma blasfêmia.

Um porta-voz do Ministério do Exterior russo afirmou que o monumento foi removido na "véspera de um feriado sagrado". Ele se referia ao dia 9 de maio, dia que a Rússia continua celebrando como o da vitória contra o fascismo, ou seja, contra a Alemanha Nazista.

A Estônia se lembra da data de uma forma diferente - como o início do que muitos no país vêem como meio século de ocupação soviética, disse Rodgers.

Muitos dos manifestantes são integrantes da população do país que falam russo, que permaneceram na Estônia depois do fim da União Soviética.

As autoridades em Tallin afirmam que o monumento está sendo guardado pela polícia em um local secreto. Espera-se que o memorial seja recolocado em um cemitério militar.

 
 
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