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Atualizado às: 22 de maio, 2007 - 13h16 GMT (10h16 Brasília)
 
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Afroreggae traz 'oficinas' para comunidades violentas de Londres
 
Afroreggae no Barbican em 2006. Foto: Ierê Ferreira
Grupo carioca promove oficinas culturais com jovens carentes
O grupo carioca AfroReggae está em Londres para tentar repetir, entre jovens de comunidades afetadas pela violência na Grã-Bretanha, sua experiência de combater armas e drogas com arte.

No ano passado, o grupo, formado na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, fez shows no prestigioso Barbican Hall, na capital britânica.

Agora, o AfroReggae volta com contratos para mais shows, oficinas culturais e o lançamento de um disco no país pelo selo inglês Mr. Bongo.

Em entrevista à BBC, a produtora do grupo, Paula Darienzo, disse que os problemas enfrentados por jovens de comunidades carentes na Grã-Bretanha não são muito diferentes dos vividos por um jovem brasileiro.

"Os problemas são parecidos. A dificuldade de comunicação, ociosidade, falta do que fazer depois da escola e até a exclusão da escola", disse. "Claro que no Brasil isso é mais extremo".

Vieram para as oficinas os professores de teatro Johayne Hildefonso e Carla Martins e os percussionistas Altair Martins e Juninho, ambos integrantes da Banda AfroReggae.

Ritmo

Apesar do imenso sucesso dos shows do AfroReggae no Brasil e no exterior, Darienzo explicou que a proposta do grupo não se limita às apresentações.

A idéia é resgatar jovens de uma vida de drogas e de violência através de atividades culturais como teatro, grafite, música e vídeo.

Em Londres, o plano é usar as oficinas para capacitar profissionais que trabalham com jovens na Grã-Bretanha.

E segundo Darienzo, as diferenças culturais não são um problema.

"Estamos trabalhando com negros, turcos, indianos e ingleses", disse. "No bairro de Hackney, por exemplo, existe uma grande comunidade turca. Então em vez de usar o maracatu, nós trabalhamos a partir da música e das danças turcas".

Mas se a diversidade rítmica não representou problema para os percussionistas do AfroReggae, o grupo teve de adaptar seus métodos para levar em conta outras diferenças culturais.

"Aqui existem leis severas sobre o toque, sobre como tocar o aluno. O professor de balé só pode tocar o aluno de uma certa maneira", explicou Darienzo.

"As leis de segurança no trabalho também dificultam o projeto. Não podemos pedir a um jovem que suba em uma escada para mexer na luz, por exemplo."

De volta ao Brasil ainda nesta semana, o AfroReggae retorna a Londres para dois shows no Barbican Hall nos dias 28 e 29 de junho.

A banda vai levar as oficinas culturais para outros países e faz shows ainda este ano nos Estados Unidos, China, Índia e Alemanha.

 
 
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