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Atualizado às: 25 de maio, 2007 - 08h58 GMT (05h58 Brasília)
 
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Britânicos são 'nação de hippies', diz pesquisa
 
Hippie
Estudo marca os 40 anos do 'Verão do Amor'
Uma pesquisa pela revista de artigos condensados Reader's Digest revelou que o movimento hippie ainda influencia profundamente a forma como os britânicos vivem e pensam.

O estudo foi feito para marcar os 40 anos do "Summer of Love", ou o Verão do Amor, em 1967.

O Verão do Amor se refere ao auge do movimento hippie, que praticamente nasceu em São Francisco e se espalhou pelo mundo.

Milhares de jovens passaram a viver sob o lema do "paz e amor", protestando contra a guerra, propondo formas alternativas de viver e rejeitando convenções sociais e o status quo.

O Verão do Amor entrou para a história como o momento em que o movimento da contra-cultura se revelou para o mundo. O movimento foi também marcado pelo alto consumo de drogas alucinógenas, em particular o LSD, e pela influência do psicodelismo sobre a música, o cinema e a cultura jovem da época.

A pesquisa nacional, entre 1000 pessoas com idades a partir de 18 anos, mostra que os valores do período continuam a orientar as atitudes dos britânicos em relação à guerra, ao governo, à moda e à vida doméstica.

A editora-chefe da Reader's Digest, Katherine Walker, disse que o Verão do Amor foi muito mais do que tomar drogas, fazer sexo e fugir das responsabilidades.

"Nossa pesquisa mostra que a era hippie produziu muitos ideais inovativos e duradouros que britânicos de todas as idades continuam a seguir".

"De certa forma, eles realmente mudaram o mundo".

Um total de 82% dos entrevistados acreditam na clássica noção hippie de "salvar o planeta".

Os hippies eram famosos por seu pacifismo e por quererem "banir a bomba".

Hoje, 46% dos britânicos concordam com o mote "Faça Amor, Não Faça a Guerra", e 49% se opõem às armas nucleares.

Um terço (35%) diz que nunca há justificativa para a guerra e um em cada dez já participou de uma manifestação contra a guerra.

Quase a metade dos entrevistados (48%) acredita que a autoridade e o status quo sempre devem ser questionados.

Um total de 47% acham que há muitas regras na sociedade.

Pouco menos de um terço (30%) não acredita em política partidária.

Desconfiados dos políticos, os hippies eram contra um sistema baseado em partidos políticos, preferindo se concentrar em temas isolados, como o meio-ambiente.

E não são apenas as posições políticas dos jovens do final da década de 60 que permanecem.

Seu estilo de vida e valores sociais também continuam presentes.

O conceito de amor livre, por exemplo, deixou suas marcas no comportamento das pessoas.

Dois terços dos britânicos concordam com sexo antes do casamento e um em cada dez teria parceiros múltiplos (a proporção sobe para 19% entre homens).

Produtos naturais não industrializados têm a preferência de 70% dos entrevistados e a metade já experimentou terapias naturais.

Mais de um terço (35%) já fumou maconha e 8% admitiram ter provado LSD.

Um quarto acredita em astrologia e 43% estão abertos a fazer meditação.

Se as circunstâncias fossem adequadas, 47% dos entrevistados tentariam produzir todos os seus alimentos, 26% construiriam sua casa a partir de materiais reciclados e 43% usariam fontes alternativas de energia.

Mais de um terço (36%) gosta de usar cabelo comprido (incluindo 19% dos homens) e 45% gosta de andar descalço.

Quase um quarto gosta de roupas coloridas e excêntricas, a metade gosta de sandálias e um terço tem, ou consideraria ter, incenso em casa.

E, segundo a Reader's Digest, a prova conclusiva de que os britânicos têm alma hippie:

Um total de 84% dos entrevistados sabe cantarolar a melodia da canção Yellow Submarine, dos Beatles, e 65% sabem a melodia de California Dreamin, dos Mamas and the Papas.

 
 
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