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Atualizado às: 25 de maio, 2007 - 21h49 GMT (18h49 Brasília)
 
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Relatório dos EUA alerta para alto gasto militar da China
 
Exército chinês
Segundo relatório, China tem preocupação com áreas de fronteira
O governo dos Estados Unidos manifestou preocupação com o recente crescimento do poderio militar chinês.

Um relatório entregue pelo Pentágono ao Congresso nesta sexta-feira afirma que Pequim está gastando muito mais em seu orçamento militar do que reconhece. O texto também pede mais transparência ao governo chinês.

O documento ressalta o aumento da capacidade da China de preparar ataques preventivos, citando a aquisição de novos submarinos, aeronaves não-tripuladas e mísseis sofisticados.

O governo chinês afirmou em março que aumentaria seus gastos militares em 17,8% neste ano, ainda muito atrás das cifras gastas por Washington.

Transparência

James Coomarasamy, correspondente da BBC em Washington, afirma que o texto do Pentágono mostra um país cujo crescimento econômico e político está se refletindo em uma "ampla transformação militar".

 Seria bom ouvir diretamente dos chineses (...) nós gostaríamos que existisse mais transparência, que eles falassem mais sobre quais são suas intenções
 
Robert Gates, secretário de Defesa dos EUA

O relatório afirma que Pequim está se voltando para estratégias de defesas preventivas, com foco especial nas áreas de fronteira. Ele sugere que qualquer possibilidade de intervenção americana no Estreito de Taiwan é um importante fator no planejamento militar chinês.

O texto também descreve um teste bem-sucedido de armas anti-satélite, conduzido pela China em janeiro, como uma ameaça a "todos os países com missões espaciais".

Como em relatórios anteriores, houve fortes reclamações sobre a falta de transparência tanto nos gastos militares da China como nos seus objetivos.

"Seria bom ouvir diretamente dos chineses", afirmou o secretário americano de Defesa, Robert Gates, antes de divulgar o relatório. "Nós gostaríamos que existisse mais transparência, que eles falassem mais sobre quais são suas intenções.”

A publicação acontece no final de uma semana em que autoridades de alto escalão da China visitaram Washington para discutir assuntos de tensão econômica, mostrando que os níveis de confiança entre chineses e americanos não estão muito bem, de acordo com o correspondente da BBC.

Submarino chinês
China estaria planejando nova frota de submarinos nucleares

Forças nucleares

O relatório do Pentágono destaca preocupações com os planos da China de desenvolver um míssil com capacidade de atingir todo o território dos Estados Unidos.

O desenvolvimento de uma nova frota de submarinos nucleares, equipados com mísseis balísticos com alcance superior a 8 mil quilômetros, também é citado.

Especialistas afirmam que as naves Jin são capazes de carregar 12 mísseis, cada um equipado com três ogivas nucleares.

Um destes submarinos está sendo testado atualmente, e outros cinco estão sendo planejados, afirma o diretor do Conselho Chinês de Estudos Políticos Avançados de Taiwan, Andrew Yang.

Antes, a China tinha apenas um submarino nuclear, que era pouco confiável e raramente deixava a base.

"Os americanos estão preocupados com a possibilidade de um crescimento gradual das forças nucleares significar que o país vai mudar sua política nuclear de não agir primeiro", diz Yang.

Conseqüência natural

Nos últimos 15 anos, a China lançou um programa de modernização e gastos militares massivos.

O país planeja alocar 390 bilhões de iuanes (cerca de US$ 49,5 bilhões) para as Forças Armadas neste ano. Alguns analistas dizem que as cifras verdadeiras podem chegar ao dobro ou triplo disso.

No entanto, o analista de assuntos de segurança da BBC, Rob Watson, afirma que a opinião americana está dividida sobre o desafio estratégico representado pela China.

Alguns vêem o país como uma ameaça emergente que precisa ser detida a qualquer custo. Outros têm uma visão mais positiva, afirmando que o gasto crescente da China com equipamentos militares é conseqüência natural do seu crescimento econômico.

 
 
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