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Atualizado às: 27 de maio, 2007 - 15h28 GMT (12h28 Brasília)
 
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Parada Gay em Moscou termina em violência
 

 
 
Parada do Orgulho Gay em Moscou
Manifestação por direitos de homossexuais começou pacífica
A Parada do Orgulho Gay de Moscou, neste domingo, terminou em violência pelo segundo ano consecutivo, quando membros de grupos da direita nacionalista e extremistas cristãos-ortodoxos atacaram manifestantes durante a demonstração, que não tinha sido autorizada pelas autoridades.

O líder do grupo Gay Russia, Nicolai Alexeyev, foi colocado em um carro da polícia e levado embora momentos depois de chegar em frente ao prédio onde fica o escritório do prefeito de Moscou, Yury Luzhkov, que uma vez já chamou os homossexuais de "satânicos".

Alexeyev queria entregar ao prefeito uma petição, assinada por cerca de 50 deputados, exigindo que manifestações como a deste domingo fossem autorizadas.

O veterano ativista britânico de direitos dos homossexuais, Peter Tatchel, - que participava do protesto, em apoio aos russos - levou um soco no rosto. "Alguém me proteja, alguém me proteja", ele começou a gritar depois do ataque.

A polícia escoltou Tatchel para fora da manifestação mas o agressor dele não foi detido.

Proteção?

O grupo pop britânico Right Said Fred, que estava em Moscou para uma performance, também compareceu ao protesto.

O músico Richard Fairbrass recebeu um golpe no roste e fugiu com sangue na face.

Políciais levam o deputado italiano Marco Cappato
Um deputado italiano do Parlamento Europeu foi detido pela polícia

A dupla de pop russa t.A.T.u também compareceu brevemente à manifestação.

"O que temos agora (na Rússia) é autoritarismo e estamos caminhando rapidamente para um totalitarismo", disse Lydia Hmelevskaya, uma lésbica de 24 anos de idade.

"Eu já fui agredida num trem por causa da minha aparência. Eu tenho o direito e ter a aparência que eu quiser", disse.

Grupos nacionalistas atiraram ovos e tomates no deputado alemão Volcker Beck, outro estrangeiro que estava em Moscou apoiando a causa gay.

O deputado italiano do parlamento Europeu, Marco Cappato, teve que intervir para que um assistente parlamentar não fosse atacado.

"Onde está a polícia? Por que vocês não estão nos protegendo?", começou a gritar o italiano, o que fez polícia detê-lo e levá-lo para a delegacia.

Começo pacífico

A demonstração começou pacificamente com dezenas de jornalistas e um grande número de policiais uniformizados se concentrando num dos cruzamentos mais movimentados da capital russa.

Nacionalista prestes a agredir Peter Tatchel
Ativista gay britânico foi atacado com um soco no rosto durante a manifestação

Extremistas religiosos e nacionalistas chegaram pouco depois para falar com os jornalistas e "denunciar" o evento. Alguns deles cantavam "Moscou não é Sodoma" e "não à pederastia".

A violência começou depois que o alemão Beck foi atingido por ovos e tomates e levado embora pela polícia.

Enquanto ele ia embora, uma dos manifestantes começou a agitar uma bandeira com as cores do arco-íris, adotada por grupos homossexuais como um símbolo de orgulho gay.

Mas um dos opositores da passeata começou a socar o ativista que levantou a bandeira. A polícia separou os dois mas deixou o agressor ir embora.

Em diversas ocasiões, nacionalistas cercaram ativistas gays enquanto eles falavam com os jornalistas e ficavam tentando dar socos ou chutes nos entrevistados.

Um repórter foi atacado porque estava usando um brinco, o que levou os nacionalistas a suportem tratar-se de um homossexual. A polícia prendeu dezenas de ativistas gays mas poucos agressores foram detidos.

A prefeitura de Moscou diz que a parada do orgulho gay estava proibida, mas o líder homossexual Alexeyev diz que a medida não tem validade porque se referiu à data errada para o evento.

No ano passado a parada já tinha sido proibida e também aconteceram cenas de violência quando os organizadores resolveram realizá-la de qualquer maneira.

 
 
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