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Atualizado às: 30 de maio, 2007 - 10h40 GMT (07h40 Brasília)
 
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China eleva taxa sobre mercados e derruba bolsas
 
Bolsa de Shanghai (foto de arquivo)
Analistas dizem que queda das bolsas é efeito temporário
Uma medida do governo chinês que triplica as taxas sobre as transações financeiras derrubou o mercado local nesta quarta-feira.

O principal indicador negociado na bolsa de Shanghai, o Shanghai Composite Index (SCI), recuou 6,5%, para os 4.053 pontos.

O imposto sobre as transações financeiras no país subiu de 0,1% para 0,3%, em uma tentativa do governo de evitar uma bolha especulativa.

No início de março, um 'chacoalhão' nas bolsas chinesas levou observadores a alertar para o perigo da valorização rápida das ações.

Só neste ano, o índice SCI subiu 62%, alcançando um recorde na terça-feira.

Desde o início de 2006, o indicador quadruplicou de valor, refletindo a compra de ações por parte dos novos investidores chineses – estudantes, aposentados e pessoas comuns com acesso cada vez maior aos mercados.

Bolha

Segundo números da indústria, cerca de 300 mil pessoas por dia abrem uma conta de investimento na China.

O ritmo do mercado chinês levou analistas a advertir sobre a possível formação de uma bolha. Na semana passada, o ex-presidente do Banco Central americano (o Federal Reserve), Alan Greenspan, disse que o mercado acionário chinês precisa passar por uma correção dramática.

Para o pesquisador Cai Zhizhou, da Universidade de Pequim, foi exatamente isto que ocorreu na quarta-feira.

Ele disse que a medida anunciada pelo governo chinês foi "uma correção drástica" com o objetivo de "criar um sentimento mais racional entre os investidores".

Alguns analistas dizem que a queda nos preços – que fez os mercados europeus abrirem em baixa nesta quarta-feira – é apenas um efeito temporário.

A última mudança no regime de taxação do mercado chinês havia ocorrido em 2005, quando a taxa caiu de 0,2% para 0,1% em meio a um mercado financeiro em depressão.

Estimativas do Banco Mundial indicam que a economia chinesa deve crescer 10,4% neste ano, sem demonstrar sinais de superaquecimento.

 
 
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