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Atualizado às: 07 de junho, 2007 - 05h49 GMT (02h49 Brasília)
 
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Países andinos se unem contra proibição da Fifa
 
O ministro dos Esportes do Equador, Raúl Carrion (à esquerda), o ministro da Presidência da Bolívia, Ramón Quintana (centro) e o presidente da Bolívia, Evo Morales
Representantes de seis países afetados pela proibição da Fifa participaram de encontro em La Paz
Representantes de seis países andinos assinaram nesta quarta-feira em La Paz, na Bolívia, uma declaração afirmando que a decisão da Fifa de proibir jogos de futebol em altas altitudes está errada em termos médicos, políticos e esportivos.

O documento será apresentado na próxima semana em um encontro da Confederação Sul-Americana de Futebol em Assunção, no Paraguai. Nesse encontro, poderá ser decidido um veto à decisão da Fifa.

No final de maio, a Fifa decidiu proibir partidas internacionais em cidades que ficam mais de 2,5 mil metros acima do nível do mar, alegando que a altitude afeta a saúde dos atletas.

A decisão, que afeta cidades na Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Peru e Venezuela, provocou protestos e polêmica.

Os países afetados foram acusados de usar as altas altitudes para ganhar vantagens competitivas sobre os adversários - acusação que eles negam.

A reunião desta quarta-feira teve a participação de cerca de 300 pessoas, entre prefeitos, ministros e dirigentes esportivos dos países afetados.

O encontro de cinco horas, transmitido ao vivo pela TV estatal da Bolívia, foi marcado por discursos duros contra a Fifa e defesas emocionadas da universalidade do esporte.

A declaração final rechaça "a injusta, discriminatória e arbitrária decisão da Fifa" e cita relatórios científicos apresentados desde 1996 afirmando que a prática do futebol em cidades altas não representa risco.

O documento afirma ainda que a decisão da Fifa "atenta contra os direitos humanos, viola os princípios estabelecidos na carta olímpica, a soberania dos povos e o princípio do jogo limpo".

Apelo a Pelé

Em seu discurso ao final da reunião, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo a Pelé, pedindo que o ídolo brasileiro "defenda seus irmãos discriminados", porque "um discriminado não pode discriminar os outros".

Os representantes dos países andinos também pediram que o Brasil e a Argentina mudem sua posição e apóiem o protesto.

Uma comitiva encabeçada pelo ministro da Presidência boliviano, Juan Ramón Quintana, deverá percorrer Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina em busca de apoio.

A Bolívia já chegou a levar o protesto contra a decisão da Fifa à reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada no Panamá.

Segundo o correspondente da BBC Daniel Schweimler, caso o veto seja ratificado, a Bolívia poderá levar a Fifa, que é baseada na Suíça, ao tribunal europeu de Direitos Humanos .

O presidente Morales já demonstrou sua oposição à decisão da Fifa na semana passada, ao disputar uma partida de futebol em La Paz, localizada a uma altitude de 3,6 mil metros.

Uma nova partida de protesto está sendo planejada para a cidade boliviana de Sajama, que fica 4,3 mil metros acima do nível do mar.

 
 
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