BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 12 de julho, 2007 - 18h56 GMT (15h56 Brasília)
 
Envie por e-mail Versão para impressão
Cientistas trabalham na criação 'do robô mais veloz do mundo'
 
Runbot
Teorias do início do século passado são usadas na criação do Runbot
Cientistas europeus estão desenvolvendo um robô que dizem ser o "mais veloz do mundo".

O "Runbot", como o equipamento está sendo chamado, é de estatura pequena, bípede e pode se locomover a uma velocidade equivalente a três vezes o tamanho de sua perna por segundo.

Os cientistas, que apresentaram as recentes descobertas na revista Biologia e Ciência Computacional, estão usando uma tecnologia baseada em teorias do fisiologista russo Nikolai Bernstein desenvolvidas no início do século passado.

Para Bernstein, a capacidade de andar não estaria sob total controle do cérebro, e sim dos "circuitos locais" nas pernas, que seriam os responsáveis pelos comandos e fariam grande parte do trabalho no ato da locomoção.

Ainda segundo o neurofisiologista, o cérebro só estaria envolvido no processo da locomoção quando os parâmetros entendidos como normais são alterados, como a mudança de um tipo de terreno para outro.

As teorias de Bernstein, que ressaltam o papel de outras parte do corpo para a locomoção em detrimento do cérebro, estão sendo aproveitadas pelos cientistas no desenvolvimento do Runbot.

Sensores

Segundo os pesquisadores, o primeiro passo na construção do robô foi a criação de uma estrutura biomecânica que capacitaria o Runbot a andar em superfícies planas ou na descida de uma ladeira, onde seria impulsionado pela gravidade, mantendo-se ereto ao mesmo tempo.

Os passos do robô seriam controlados por reflexos recebidos por sensores nas juntas e nos pés da máquina, e por um acelerômetro, que monitoraria sua velocidade.

Esses sensores, então, transmitiriam a informação para os "circuitos locais", que ao analisar a informação, fariam ajustes aos passos do robô em tempo real.

As informações emitidas pelos sensores seriam constantemente criadas pela interação do Runbot com o chão, fazendo com que ele adaptasse seus passos às mudanças no terreno.

À medida que o robô vai andando, os circuitos de controle garantiriam que as juntas não se estiquem demais, estimulando o próximo passo.

Andar como humano

"Durante metade do tempo em que estamos nos locomovendo, não estamos fazendo nada, apenas nos impulsionando para frente, como em um salto", afirma o professor Florentin Woergoetter, da Universidade de Gottingen, na Alemanha, um dos envolvidos no estudo.

"No caso do robô, a dificuldade está nisso, em provocar esse movimento no momento e no tempo certo, calculado em milisegundos, e ainda na medida correta para que o robô não caia pra frente e quebre", acrescenta.

Além de Woergoetter, o projeto, que já dura quatro anos, ainda conta com a participação de outros três cientistas.

"O Runbot se locomove de forma diferente dos outros robôs, que andam passo a passo, calculando cada ângulo. Isso pode ser administrado pela engenharia, mas é muito desajeitado", diz Woergoetter. "Nenhum humano anda assim. Nós queremos que o nosso robô ande como humano."

Para os cientistas, o desafio agora é aumentar o tamanho do Runbot e melhor prepará-lo para antecipar situações como mudanças no terreno.

 
 
Robô-espiãoRobô-espião
Polícia britânica lança equipamento.
Veja
 
 
Robôs na história
Exposição mostra evolução da robótica.
Veja
 
 
Robô da Universidade de KarlsruheExposição
Veja imagens dos robôs na Alemanha.
 
 
Pássaro robô
Pássaros mecânicos espantam pombos.
Veja
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade