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Atualizado às: 30 de julho, 2007 - 11h21 GMT (08h21 Brasília)
 
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Após derrota, premiê japonês diz que fica no cargo
 
Shinzo Abe
Governo de Shinzo Abe enfreta crise de credibilidade
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reiterou nesta segunda-feira que vai continuar continuar no cargo, apesar da derrota sofrida por seu partido nas eleições deste domingo para o Senado japonês.

Abe disse que reagiu aos resultados "seriamente" e prometeu fazer mudanças em seu gabinete depois da realização de uma sessão especial do Parlamento.

Para o premiê, é seu “dever continuar no cargo e dar andamento a sua agenda de reformas” para o país.

"O resultado foi muito duro, mas aceitamos o julgamento dos eleitores de forma sincera e séria. No entanto, é minha responsabilidade continuar na minha missão de construir uma nova nação e impulsionar as reformas", disse o premiê.

Hidenao Nakagawa, vice-líder do Partido Liberal Democrata (LDP), partido de Abe, optou pela renúncia depois da derrota deste domingo.

A coalizão liderada pelo partido Liberal Democrata não conseguiu os 64 assentos que precisava para garantir a maioria no Senado.

O Partido Democrota do Japão, da oposição, foi o grande vencedor, conseguindo a maioria das cadeiras pela primeira vez na história.

A colizão do partido do premiê, no entanto, continua com considerável maioria na Câmara, responsável pela escolha do primeiro-ministro.

Mas a derrota no Senado significa que o governo enfrentará grandes dificuldades para aprovar as reformas.

Popularidade em queda

Vários jornais japoneses pediram a renúncia do premiê nesta segunda-feira. "O primeiro-ministro deveria encarar os resultados de forma séria e renunciar", afirma o jornal Ashahi.

Especialistas ouvidos pelo correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, dizem que Shinzo Abe não teria sido forçado a renunciar porque ninguém em seu partido quer assumir sua posição diante da derrota nas eleições.

Estas são as primeiras eleições desde que o premiê tomou posse, em setembro. A popularidade de Abe caiu após uma série de escândalos ministeriais, levantando questionamentos entre os eleitores sobre sua capacidade para exercer o cargo.

O país vive hoje uma profunda crise da Previdência, desencadeada quando uma agência do governo admitiu ter perdido registros, afetando o pagamento de milhares de pessoas.

 
 
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