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Atualizado às: 16 de agosto, 2007 - 19h25 GMT (16h25 Brasília)
 
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HIV dá 'golpe duplo' no cérebro, diz pesquisa
 
Desenho representando o vírus HIV
Estrutura na superfície do HIV causaria os problemas no cérebro
O vírus HIV pode desencadear deficiências de aprendizado e memória ao lançar um ataque duplo contra o cérebro, segundo uma nova pesquisa.

Já se sabia que uma glicoproteína (molécula composta de proteína e um ou mais carboidratos) chamada gp120, encontrada na superfície do vírus, podia matar células cerebrais ao prejudicar a química interna delas.

Mas o último estudo, feito por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, mostrou que a glicoproteína também prejudica a produção de novos neurônios.

A gp120 teria esse efeito no hipocampo, uma região do cérebro de importância central para o aprendizado e memória.

Aparentemente, o mesmo efeito que prejudica a química interna das células também causa o efeito sobre a produção dos neurônios substitutos.

"É um golpe duplo no cérebro. A proteína do HIV causa danos cerebrais e impede que este dano seja reparado", disse o pesquisador Marcus Kaul, um dos responsáveis pelo estudo.

Demência

Os cientistas esperam que a pesquisa, realizada em cobaias, ajude nos esforços para encontrar novas formas de combater a demência associada ao HIV.

O sucesso de terapias anti-retrovirais - que conseguem manter a carga viral baixa - ajudou a reduzir a gravidade dos problemas mentais associados ao HIV nos últimos anos.

Mas isso estaria mudando, pois os portadores do HIV estão vivendo mais tempo.

Parte do problema é que as drogas anti-HIV enfrentam resistência para entrar no cérebro.

Para Keith Alcorn, editor do serviço britânico de informação sobre HIV, o NAM, "a descoberta de que o HIV afeta a proliferação de células-tronco no cérebro deve ampliar o temor de que pessoas com HIV podem estar indo bem com a terapia anti-retroviral, mas poderiam, ainda assim, ter risco maior de demência no futuro".

"Esta pesquisa é fascinante, mas está em um estágio muito inicial. Pode trazer benefícios para pessoas com HIV, mas isto ainda está a alguns anos de distância", disse, por sua vez, Vanessa Griffiths, diretora-clínica da instituição de caridade britânica voltada para portadores de HIV, Terrence Higgins Trust.

O estudo foi publicado na revista especializada Cell Stem Cell.

 
 
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