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Atualizado às: 12 de setembro, 2007 - 05h28 GMT (02h28 Brasília)
 
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Primeiro-ministro japonês anuncia renúncia
 
Shinzo Abe
Abe vinha enfrentando crescente pressão para deixar o cargo
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira sua renúncia ao cargo.

Em uma coletiva de imprensa transmitida pela TV, Abe disse que deixava o governo porque o Japão precisa de "um novo líder para lutar contra o terrorismo".

"O povo precisa de um líder em quem possa confiar e apoiar", afirmou Abe, que vinha enfrentando queda de apoio popular e forte pressão para renunciar.

"Na atual situação, é difícil levar adiante políticas efetivas que ganhem apoio e confiança do público. Eu decidi que precisamos de uma mudança nessa situação", afirmou o ministro, sem precisar quando deixará o governo.

Derrota

Abe, um nacionalista de 52 anos, assumiu o governo no ano passado como o mais jovem primeiro-ministro do Japão.

Nos últimos meses, o governo de Abe foi afetado por uma série de escândalos, e pesquisas de opinião mostravam uma forte redução do apoio popular ao premiê.

Em julho, seu partido, o Partido Liberal Democrata, sofreu uma grande derrota nas eleições para o Senado japonês.

Desde então, o primeiro-ministro resistia à crescente pressão por sua renúncia. Abe afirmava que queria avançar nas reformas propostas por seu governo.

Afeganistão

No domingo, Abe havia afirmado que renunciaria caso não conseguisse renovar o mandato da missão naval japonesa que apóia as forças dos Estados Unidos no Afeganistão.

Partidos de oposição, contrários à renovação do mandato, que terminaria em novembro, já haviam aunciado que iriam bloquear a votação.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Leo Lewis, a renúncia de Abe representa um duro golpe para o Partido Liberal Democrata.

Lewis afirma que, apesar de ter sido indicado para o cargo por seu antecessor, Junichiro Koizumi, Abe não conseguiu governar com o mesmo vigor reformista.

De acordo com Lewis, as recentes renúncias de vários dos membros de seu gabinete e o desastroso desempenho de seu partido nas eleições de julho tornaram impossível para Abe levar adiante seus principais projetos.

 
 
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