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Atualizado às: 12 de setembro, 2007 - 09h52 GMT (06h52 Brasília)
 
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Primeiro-ministro japonês anuncia renúncia
 
Shinzo Abe
Abe vinha enfrentando crescente pressão para deixar o cargo
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira sua renúncia ao cargo, após passar menos de um ano no poder.

Abe disse que tinha perdido a confiança da população, depois de uma derrota importante de seu partido, o Liberal Democrata, nas eleições para o Senado em julho e de uma série de escândalos financeiros envolvendo ministros.

No pronunciamento à imprensa, arranjando às pressas e transmitido pela televisão, Shinzo Abe, visivelmente abatido, disse ainda que deixava o governo porque o Japão precisa de um novo líder "para lutar contra o terrorismo", numa referência aos planos de renovar o mandato da missão naval japonesa que apóia as forças dos Estados Unidos no Afeganistão.

"O povo precisa de um líder em quem possa confiar e apoiar", afirmou Abe, que vinha enfrentando queda de apoio popular e forte pressão para renunciar.

"Na atual situação, é difícil levar adiante políticas efetivas que ganhem apoio e confiança do público. Eu decidi que precisamos de uma mudança nessa situação", afirmou o primeiro-ministro.

Os liberais democratas devem se reunir no dia 19 de setembro para escolher um novo líder, que se tornará automaticamente o novo primeiro-ministro japonês, segundo a TV do país.

O secretário-geral do partido, Taro Aso, um aliado próximo de Abe, é o mais cotado para assumir o cargo.

Derrota

Abe, um nacionalista de 52 anos, assumiu o governo no ano passado como o mais jovem primeiro-ministro do Japão pós-guerra.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Leo Lewis, a renúncia de Abe representa um duro golpe para o Partido Liberal Democrata.

Lewis afirma que, apesar de ter sido indicado para o cargo por seu antecessor, Junichiro Koizumi, Abe não conseguiu governar com o mesmo vigor reformista.

De acordo com Lewis, as recentes renúncias de vários dos membros de seu gabinete e o desastroso desempenho de seu partido nas eleições de julho tornaram impossível para Abe levar adiante seus principais projetos.

Muitos acreditam que, com sua saída, a nova lei antiterror japonesa não deve ser aprovada.

A marinha do Japão vem provendo combustível aos navios de guerra da coalizão no Oceano Índico desde novembro de 2001, como resultado de uma lei especial antiterrorismo que já foi estendida três vezes e expira em novembro deste ano.

No último domingo, Abe havia afirmado que renunciaria caso não conseguisse renovar o mandato da missão naval japonesa, mas partidos de oposição, contrários à renovação, já haviam anunciado que iriam bloquear a votação.

Por causa disso, muitos analistas dizem que a renúncia de Abe, no dia em que ele deveria responder perguntas no Parlamento sobre o apoio às operações do Afeganistão, foi uma surpresa.

"Ele disse que arriscaria seu cargo para aprovar a lei antiterrorismo, então não entendo porque ele renunciou antes mesmo de tentar", disse Koichi Haji, economista-chefe do instituto de pesquisa NLI.

Segundo Haji, a renúncia de Abe não terá um grande impacto sobre a política econômica japonesa, mas o mercado financeiro deve ser afetado pela incerteza política no país.

 
 
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