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Atualizado às: 25 de setembro, 2007 - 10h30 GMT (07h30 Brasília)
 
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'Privatização' da Amazônia pode ser 'boa notícia', diz 'La Nación'
 
Desmatamento na Amazônia
Projeto pretende estimular desenvolvimento sustentável
As concessões de partes da floresta amazônica para exploração privada, regulamentadas na semana passada pelo governo brasileiro, “podem ser uma boa notícia”, na avaliação de reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário argentino La Nación.

O jornal observa que o argumento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que “se isolar a maior floresta do planeta do contato humano é uma utopia, pelo menos que aqueles que a exploram o façam de forma sustentável”.

A reportagem comenta que serão arrendados nos próximos meses 220 mil hectares no Estado de Rondônia.

“O grande problema da Amazônia é a falta de fiscalização”, afirma o jornal. “Por isso, 70% do arrecadado com a licitação se destinará aos órgãos de fiscalização da selva. Segundo o Greenpeace, cada fiscal é responsável por uma área do tamanho da Suíça.”

Manejo sustentável

Segundo a reportagem, “a diferença entre o desmatamento e ‘o manejo florestal sustentável’ que deverão realizar as empresas que venham a obter as concessões pode ser medida matematicamente”.

“Segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto no primeiro caso se extraem todas as árvores para vendê-las ou para utilizar a terra, na utilização sustentável se extraem entre 5 e 6 árvores das 500 que pode haver em um hectare de selva”, diz o texto.

O jornal comenta que “a decisão de lançar os contratos de gestão e desenvolvimento é parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia empreendido pela ministra Marina Silva”. “Com várias medidas, esta militante histórica pela preservação reduziu em 49% o desmatamento desde 2004”, diz a reportagem.

Segundo o diário argentino, “a falta de desenvolvimento nas regiões da selva termina fomentando a destruição”. “Por isso se licitarão áreas da selva. O trabalhador sem emprego ou renda se converte em mão de obra para operações ilegais. Quando manter a selva de pé é um bom negócio, a destruição se detém. O ambientalismo pragmático talvez seja mais eficiente do que as utopias”, conclui.

 
 
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