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Atualizado às: 17 de outubro, 2007 - 08h05 GMT (05h05 Brasília)
 
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Mentir ficou mais fácil com uso de torpedos, diz estudo
 
Mulher fala no celular
66% das mulheres admitiram bisbilhotar no celular do parceiro
Mais da metade dos usuários de telefones celulares em cinco países europeus acha que o uso de torpedos tornou o ato de mentir mais fácil e comum, diz um estudo feito em parceria pela London School of Economics (LSE) e a empresa de telefonia celular britânica Carphone Warehouse.

A pesquisa, feita na Espanha, França, Alemanha, Suécia e Grã-Bretanha, é parte do estudo de longo prazo Mobile Life, cujo objetivo é avaliar o impacto do celular sobre a vida cotidiana.

Cinco mil pessoas participaram da quarta etapa do estudo, que teve como foco questões como confiança, relacionamentos e a família, e buscou destacar diferenças nacionais.

A pesquisa revelou que 60 por cento dos entrevistados acha que o celular tornou a mentira mais comum. Na Grã-Bretanha, esse número sobe para 70%.

As pessoas dizem que acham mais fácil mentir em uma mensagem de texto do que em uma conversa telefônica ou pessoalmente.

O estudo fez outras constatações. A metade dos entrevistados admitiu que leria os torpedos dos parceiros sem lhes pedir permissão.

Entre os britânicos, 60% leriam as mensagens dos parceiros se suspeitassem infidelidade.

Entre todos os entrevistados, as mulheres se mostraram mais dispostas a bisbilhotar no celular do parceiro (66%) do que os homens (53%).

Um em cinco dos entrevistados disse ter enviado mensagens sexualmente explícitas.

Das cinco nacionalidades participantes, os suecos foram os que mais admitiram enviar mensagens com conteúdo sexual.

Um quarto dos jovens britânicos disse estar "viciado" no telefone celular.

Um terço dos britânicos com idades entre 16 e 24 anos diz que se sentiria "desprezado" se não recebesse chamadas ou torpedos por um dia.

O estudo também revelou que os britânicos são duas vezes mais propensos a reciclar seus telefones celulares velhos do que os entreveistados dos outros países.

Um dos coordenadores do projeto, Carsten Sørensen, da LSE, disse que o estudo faz revelações interessantes sobre as diferenças na forma como o celular afeta a vida cotidiana das populações dos diferentes países.

"Por exemplo, a Grã-Bretanha é uma nação muito mais SMS do que as outras quatro", disse Sørensen.

"Diferenças nacionais foram de maneira geral muito mais predominantes do que diferenças entre os sexos", ele acrescentou.

Segundo o acadêmico, o estudo mostra quão integral à vida européia o celular se tornou.

Para Sørensen, o telefone celular traz novas formas de interação social e levanta questões sérias sobre a moral e a etiqueta.

 
 
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