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Atualizado às: 18 de outubro, 2007 - 11h32 GMT (08h32 Brasília)
 
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Ex-premiê é recebida por 200 mil em retorno ao Paquistão
 
Benazir Bhutto ao chegar no Paquistão
Benazir Bhutto afirmou que sua volta ao Paquistão foi um 'milagre'
Cerca de 200 mil pessoas foram receber no aeroporto em Karachi, no Paquistão, a ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, que retornou ao país depois de um exílio voluntário de oito anos.

Bhutto retornou para negociações com o presidente Pervez Musharraf sobre uma eventual divisão de poder.

Um grande esquema de segurança envolvendo 20 mil soldados e policiais foi montado ao redor do aeroporto devido à ameaças feitas por grupos radicais islâmicos de assassinar Bhutto e Musharraf.

A ex-primeira-ministra disse que estava "animada" por estar de volta ao Paquistão, segundo o correspondente da BBC Owen Bennett-Jones, que estava a bordo do vôo que trouxe Bhutto de Dubai à Karachi.

Partido

Quando o avião de Benazir Bhutto aterrissou em Karachi a multidão presente no aeroporto começou a avançar, mas foi contida pela polícia e pelos seguranças.

A ex-primeira-ministra foi acompanhada por 100 integrantes do Partido Popular do Paquistão (PPP), ao qual ela é filiada.

Segundo o correspondente da BBC em Karachi Damian Grammaticas, apesar de ter passado oito anos fora do país, Bhutto ainda tem muita popularidade e apoio, entre várias razões, por ser descendente de uma importante dinastia política do país.

A multidão tomou ruas de Karachi e vias de acesso ao aeroporto
A multidão tomou ruas de Karachi e vias de acesso ao aeroporto
Por questões de segurança, as autoridades tentaram convencer a ex-primeira-ministra a não fazer o longo caminho até o túmulo de um dos fundadores do Paquistão, Mohammed Ali Jinnah, em Karachi, onde ela planeja fazer um discurso.

"Não acredito que qualquer muçulmano verdadeiro me ataque, pois o Islã proíbe ataques contra mulheres e muçulmanos sabem que, se atacarem uma mulher, vão queimar no inferno", disse Bhutto antes de deixar Dubai.

Cancelamento

Benazir Bhutto foi primeira-ministra duas vezes: entre 1988 e 1990 e entre 1993 e 1996, mas foi destituída em meio a acusações de corrupção em ambos os mandatos.

Bhutto refuta as acusações. Ela deixou o Paquistão em 1999, logo depois do general Pervez Musharraf ter assumido o poder em um golpe de estado.

O governo dos Estados Unidos apóia um acordo de divisão de poder entre a ex-primeira-ministra e Musharraf, o que levaria Bhutto de volta ao cargo de primeira-ministra.

O governo americano tem preocupações a respeito da crescente impopularidade do general e a incapacidade de Musharraf de derrotar os extremistas islâmicos do país.

Musharraf, por sua vez, pediu que a ex-primeira-ministra cancelasse sua volta, até que a Suprema Corte decida se Bhutto é elegível para outro mandato na presidência.

O general venceu no começo de outubro a controvertida eleição para presidência do Paquistão.

Musharraf conquistou quase todos os votos no Parlamento e nas quatro Assembléias provinciais do país. Mas a Suprema Corte diz que só poderá declarar Musharraf vencedor quando tomar uma decisão definitiva sobre a legalidade de sua candidatura.

Vários grupos de oposição entraram com procedimentos legais dizendo ser ilegal um candidato acumular as funções de presidente e chefe do Exército.

 
 
Benazir Bhutto retorna ao PaquistãoA volta
Bhutto retorna ao Paquistão.
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