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Atualizado às: 12 de novembro, 2007 - 19h52 GMT (17h52 Brasília)
 
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Fontes de energia precisam dobrar até 2050, diz relatório
 
Hidrelétrica
Relatório diz que fontes atuais são suficientes para próximos 40 anos
Um relatório do Conselho Mundial de Energia divulgado nesta segunda-feira, em Roma, revela que as reservas de energia do planeta devem dobrar até 2050 para que seja possível suprir a demanda de todos os lares.

O documento Decidindo o Futuro: Cenários das Políticas de Energia para 2050 antecipa quatro cenários diferentes sobre o futuro dos sistemas mundiais de energia e faz recomendações com base em três categorias: acesso (energia moderna e acessível para todos), disponibilidade (energia confiável e segura) e aceitação (cumprimento de objetivos sociais e ambientais).

O relatório também aponta objetivos comuns para que os governos mundiais consigam programar suas políticas energéticas fundamentadas nestas categorias.

Segundo os pesquisadores, até 2035 é possível reduzir o número de pessoas sem acesso aos sistemas de energia modernos de 2 bilhões para 1 bilhão.

Até 2050, de acordo com o estudo, é possível reduzir este número novamente pela metade (para 500 milhões).

De acordo com o estudo, os combustíveis fósseis devem continuar representando a maior proporção de energia primária necessária nas próximas quatro décadas.

Diferenças regionais

O relatório foi elaborado com base em 20 oficinas realizadas em cinco regiões: África, Ásia, América do Norte, América Latina e Caribe e Europa.

O estudo diz que "apesar de cada região apresentar diferentes prioridades no desenvolvimento de fontes e serviços de energia, é preciso que todas trabalhem em cooperação para atingir com sucesso as três categorias".

O principal desafio dos governos, segundo o Conselho Mundial de Energia, será transferir os recursos disponíveis dos locais de onde são produzidos para os lugares que mais precisam de recursos energéticos.

O documento indica ainda que cada região se preocupa de forma diferente com relação aos sistemas de energia.

Segundo a pesquisa, na África, região menos desenvolvida das analisadas pelo estudo, a principal medida é aumentar o acesso à energia.

Já a Europa, que tem uma economia mais madura e desenvolvida, dá mais ênfase à aceitação dos sistemas de energia e às políticas energéticas.

América Latina

"A América Latina e o Caribe precisam de investimentos significativos para aumentar com sucesso a independência energética e maximizar o potencial local dos sistemas de energia", diz o estudo.

Para os pesquisadores, a região inteira pode se beneficiar se houver investimento em gás natural na Bolívia e em Trinidad e Tobago; óleo e gás natural na Venezuela e energia hidrelétrica no Brasil e na Colômbia.

Na categoria aceitação, o estudo destaca o desenvolvimento de biocombustíveis na região, principalmente no Brasil.

"A dedicação da região à bioenergia foi destacada pelo desenvolvimento do biodiesel como combustível alternativo", diz o estudo. "Como resultado, as emissões de carbono da região são comparativamente baixas."

Acesso

O relatório afirma ainda que a América Latina e o Caribe ainda precisam trabalhar muito para conseguir atingir o objetivo de tornar os sistemas de energia acessíveis, disponíveis e aceitáveis.

A pesquisa destaca também o acesso amplo à energia comercial e os esforços dos governos locais para estender o acesso em áreas rurais, além do baixo preço das tarifas de gás e eletricidade em grande parte da América Latina e do Caribe.

Na última categoria, que trata da disponibilidade, a pesquisa aponta que, em termos gerais, a região apresenta fontes significativas de energia e que o principal problema não está nos recursos naturais, mas na desiguladade na distribuição dos recursos na região.

Segundo o Conselho Mundial de Energia, "pelas características da região, a eliminação da pobreza por meio do acesso e da disponibilidade das fontes de energia é um foco natural".

 
 
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