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Atualizado às: 14 de novembro, 2007 - 22h20 GMT (20h20 Brasília)
 
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Chávez sobe o tom e exige desculpas do rei da Espanha
 

 
 
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Chávez subiu o tom, depois de dizer que não queria conflito
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, subiu nesta quarta-feira o tom em relação à polêmica com o rei da Espanha, Juan Carlos 1º, e disse que o monarca deveria se desculpar por ter pedido que Chávez se cala-se em uma reunião na semana passada.

"O rei, que perdeu a cabeça, ao menos deveria oferecer desculpas e dizer ao mundo a verdade (…) foi ele quem me agrediu", afirmou Chávez em uma entrevista realizada por uma televisão local e retransmitida em todo o país.

"Ele (o rei) deveria dizer: 'Senhores do mundo, de Ibero-América, eu que sou o rei, eu me confesso, eu me exaltei, eu cometi um erro'", disse.

"Peço aos demais governos que não se posicionem contra a Venezuela, nem contra a Espanha."

O presidente da Venezuela advertiu também que está submetendo a "profundas revisões" as relações políticas, econômicas e diplomáticas com o governo espanhol e ordenou que todos os contratos com as empresas espanholas sejam revisados.

Na terça-feira, Chávez havia afirmado que não pretendia transformar seu atrito com o rei em um conflito diplomático.

Solidariedade

O incidente ocorreu durante a Cúpula Ibero-Americana no Chile, depois que o líder venezuelano chamou o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar de "fascista". Chávez acusa a Aznar de haver apoiado o golpe de Estado de 2002 contra o seu governo.

O atual primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, saiu em defesa de Aznar, dizendo que ele havia sido eleito "democraticamente pelo povo e foi um representante legítimo do povo espanhol".

Chávez tentou interromper Zapatero diversas vezes e em um episódio sem precedentes, o rei dirigiu-se a Chávez e disse: "Por que não te calas?"

Após a Cúpula, os governos de Chile, El Salvador e Peru enviaram declarações de solidariedade ao monarca espanhol.

Para Chávez, as expressões de solidariedade são "absurdas". "Eu fui agredido", argumenta.

"Isso pode alterar as relações com Chile e El Salvador, e quem é o culpado?, o rei Juan Carlos de Borbón" afirmou.

Investimentos em risco

Chávez advertiu que o reestabelecimento de boas relações entre ambos os países não dependerá dele e sim da Espanha, e voltou a dizer que seu país não necessita dos investimentos espanhóis.

"Agora o investimento espanhol na Venezuela não nos fará falta para nada. O que aqui se privatizou se poderia recuperar, poderíamos recuperá-lo", advertiu Chávez.

Neste ano, uma das medidas do governo para estabelecer o projeto de "socialismo do século 21" foi a nacionalização da telefonia, da bacia petrolífera do Rio Orinoco e da empresa de eletricidade de Caracas.

Além da petroleira Repsol-YPF, as empresas espanholas Santander e Telefónica também poderiam ser afetadas se as relações entre os países ficarem mais estremecidas.

"Eu vou estar de olho no que (as empresas espanholas) andam fazendo aqui", advertiu Chávez.

 
 
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