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Atualizado às: 19 de novembro, 2007 - 13h57 GMT (11h57 Brasília)
 
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Cala-boca de rei a Chávez vira toque de celular
 
O rei Juan Carlos pede a Chavez que cale a boca
O rei Juan Carlos (à dir.) ganhou aplausos da mídia espanhola
O recente episódio em que o rei da Espanha, Juan Carlos, disse ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que calasse a boca tornou-se um popular toque de celular entre os espanhóis.

Cerca de 500 mil pessoas baixaram o insulto, "¿Por qué no te callas?" (por que não se cala?), interpretado por um ator.

Segundo relatos, a onda já rendeu US$ 2 milhões às empresas envolvidas.

O rei Juan Carlos pediu a Chávez que calasse a boca durante a cerimônia de encerramento da Cúpula Ibero-Americana no Chile, na semana passada.

O insulto foi uma resposta a uma afirmação de Chávez, que chamou o ex-primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, de "fascista".

Camisetas, canecas e sites contendo a famosa frase também viraram mania na Espanha.

Venezuela

Na Venezuela, um grupo de estudantes que se opõe ao governo de Chávez também está baixando o toque de celular, informou o jornal americano Miami Herald.

"É uma forma de protesto", disse um estudante de 21 anos, em Caracas, ao jornal. "Isto é algo que muitas pessoas gostariam de dizer ao presidente".

As companhias que estão vendendo os toques de celular conseguiram driblar as leis que protegem a imagem do rei contratando um ator para dizer a frase.

A briga começou no sábado, em Santiago do Chile, quando Chávez chamou Aznar, um forte aliado do presidente George W. Bush, de fascista, acrescentando que "fascistas não são humanos. Uma cobra é mais humana".

O atual primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, saiu em defesa de Aznar dizendo que ele havia sido eleito "democraticamente pelo povo" e tinha sido "um representante legítimo do povo espanhol".

Chávez tentou interromper Zapatero diversas vezes apesar de estar com o microfone desligado.

'Furioso'

Ao assistir à cena, o rei levantou-se e dirigiu-se a Chávez, furioso: "Por que não se cala?".

A discussão esquentou quando Chávez disse que o rei era "imprudente" e perguntou se Juan Carlos sabia de antemão da tentativa de golpe contra Chávez em 2002.

Mais tarde, comentando o incidente, o presidente venezuelano disse que não queria uma crise política com a Espanha, mas exigia respeito.

"Exijo respeito, porque eu também sou um chefe de Estado e eleito democraticamente. Ele (o rei) é tão chefe de Estado quanto eu, com a diferença de que fui eleito três vezes", sustentou Chávez.

O governo espanhol declarou esperar que as relações diplomáticas entre os dois países retornem rapidamente à normalidade.

 
 
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